A final da Copa Libertadores da América de Futebol Feminino de 2009 foi a primeira final da Libertadores Feminina, torneio continental organizado anualmente pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), e foi disputada em 18 de outubro de 2009, na Vila Belmiro, em Santos, no Brasil. A partida foi protagonizada por , do Brasil, e Universidad Autónoma de Asunción, do Paraguai, sendo apitada pela árbitra argentina Salomé Di Iorio.
O Santos classificou-se para a competição por ter conquistado a Copa do Brasil de 2008; já a Universidad Autónoma conquistou a vaga na competição ao se consagrar campeã do Campeonato Paraguaio de 2008. O time brasileiro ficou no grupo 1, com , da Venezuela, EnForma, da Bolívia, , do Chile e White Star, do Peru, enquanto a equipe paraguaia ficou no grupo 2, juntamente de , do Equador, , da Colômbia, , do Uruguai, e , da Argentina. Ambos os finalistas passaram para o mata-mata como líderes invictos de seus grupos, vencendo todos os quatro jogos que disputaram. Nas semifinais, o Santos passou pela equipe do Formas Íntimas, enquanto que a Universidad Autónoma superou o Everton.
Antecedentes miniaturadaimagem|192x192px|Marta chegou em outubro ao Santos para ser a principal atleta da competição A edição inaugural do torneio surgiu por influência do presidente do Santos, Marcelo Teixeira, interessado na criação de uma versão feminina da Copa Libertadores da América, principal competição de futebol masculino de clubes da América do Sul. O dirigente, inclusive, responsabilizou-se em buscar patrocinadores para a viabilização da competição e fez sugestões de sedes para a realização das partidas.
A equipe da cidade de Santos se classificou para o torneio ao vencer a segunda edição da Copa do Brasil, de forma invicta, disputando nove partidas e marcando 28 gols, superando o em dois jogos na final. Já o time de Assunção se garantiu como representante da vaga paraguaia ao vencer os torneios Apertura e Clausura e consagrar-se campeão do Campeonato Paraguaio.
Apresentando-se como principal incentivador da modalidade feminina no Brasil e base da Seleção Brasileira, o Santos contratou a atacante Marta, três vezes vencedora do prêmio de melhor jogadora do mundo pela FIFA e medalhista olímpica em 2004 e 2008, vinda de empréstimo do Los Angeles Sol, dos Estados Unidos. Além dela, o clube também contratou outras quatro atletas medalhistas olímpicas, sendo elas a goleira Andréia Suntaque, a meio-campista Fran e as atacantes Érika e Cristiane, esta última tendo conquistado a terceira colocação no prêmio de melhor jogadora do mundo pela FIFA nos dois anos anteriores. Já a Universidad Autónoma incorporou ao seu elenco Karina Vega, vindo do time da Universidade de Graceland, dos Estados Unidos.
Caminhos até a final
Santos O Santos, considerado desde cedo pela imprensa brasileira e internacional como a equipe favorita a vencer o torneio, jogou todos os jogos da fase de grupos em casa, na Vila Belmiro. O time anfitrião começou vencendo a partida inaugural frente ao White Star pelo placar de 3–1, com gols de Cristiane (duas vezes) e Marta. Em seguida, a equipe brasileira aplicou duas goleadas por mais de dez gols de diferença, contra o EnForma, pelo resultado de 12–0, e o Caracas, pelo placar final de 11–0; o prélio contra a equipe boliviana tornou-se a maior goleada da história do estádio, superando os confrontos do time masculino do Santos contra e , ambos terminados em 12–1 e válidos pelas edições de 1927 e 1957 do Campeonato Paulista, respectivamente. Por fim, a equipe terminou a primeira fase vencendo por 3–1 o time do Everton, mesmo sem a participação de quatro jogadoras titulares – Carol Arruda, Ester, Dani e Érika –, que foram poupadas por escolha do técnico Kleiton Lima.
Na semifinal, as Sereias jogaram contra o Formas Íntimas, vice-líder do grupo 2, em 16 de outubro, às 22h (horário de Brasília), no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Diante de um público de mais de oito mil torcedores, o time alvinegro superou o plantel colombiano pelo placar de 5–0, com gols de Maurine, Aline Pellegrino, Marta e Cristiane (duas vezes). Depois de marcar o quinto gol, Cristiane subiu no alambrado do estádio para comemorar; por causa disso, a arbitragem a penalizou com um segundo cartão amarelo, expulsando a jogadora e a suspendendo da final.
Universidad Autónoma A Universidad Autónoma, treinado por Rubén Subeldía, jogou as duas primeiras partidas no Estádio Municipal Antônio Fernandes, em Guarujá. Na estreia, venceu sobre o Formas íntimas por 3–2, com três gols de Karina Vega, e na partida seguinte superou o Deportivo Quito pelo placar de 4–1. No jogo contra o San Lorenzo, disputado no Estádio Ulrico Mursa, em Santos, a Universidad Autónoma garantiu a liderança do grupo e a classificação para as semifinais após golear o clube argentino por 4–0. Já na última partida da fase de grupos, jogada na Vila Belmiro, a equipe paraguaia venceu o por 4–3.
A partida da semifinal foi disputada entre as universitarias e o time do Everton, segundo colocado do grupo 1, em 16 de outubro, às 20h (horário de Brasília), no Pacaembu, em São Paulo. A Universidad Autónoma venceu pelo placar mínimo, com o único gol tendo sido marcado por Gloria Villamayor aos 45 minutos do primeiro tempo, após assistência de Joana Galeano.
Resultados
Partida A partida foi disputada em 18 de outubro, às 11h30 do horário local, na Vila Belmiro, em Santos, com a arbitragem de Salomé Di Iorio.
Detalhes
SANTOS:G77 Andréia SuntaqueZ5 Aline PellegrinoZ23 Carol ArrudaZ18 JanaínaZ3 DaniM15 EsterM80 FranM99 MaurineM10 MartaA90 ÉrikaA40 ThaisSubstituição:M9 SuzanaA17 KetlenM7 PikenaTreinador: Kleiton LimaUNIVERSIDAD AUTÓNOMA:G12 Gloria RodriguezZ14 Angélica VázquezZ3 Carmen BenítezZ20 Jessica SantacruzZ4 Ediberta JacquetM7 Joana GaleanoM6 Hilda RiverosM18 Noelia CuevasM10 Monica KarinaF16 Dulce María QuintanaF17 Gloria EstherSubstituição: Francisca Pereira Silvia Cristina Anabel RodriguezTreinador: Castor Vera
Pós-jogo e reações
Santos
Universidad Autónoma
Referências
Categoria:Finais da Copa Libertadores da América