The Diary of a Chambermaid é um filme estadunidense de 1946, do gênero drama histórico, dirigido por Jean Renoir, estrelado por Paulette Goddard, e coestrelado por Burgess Meredith, Hurd Hatfield e Francis Lederer. O roteiro do próprio Meredith foi baseado no romance homônimo de 1900, de Octave Mirbeau; e na peça teatral "Le journal d'une femme de Chambre" (1931), de André Heuzé, André de Lorde e Thielly Norès.

A trama retrata a história de uma camareira ambiciosa que espera conseguir seduzir um homem casado e rico, perturbando gravemente a família rica dele.

Sinopse Em 1885, na França, Célestine (Paulette Goddard), uma camareira ambiciosa, consegue um novo emprego na casa dos Lanlaire, no campo. Com a intenção de buscar melhores oportunidades, ela decide utilizar sua beleza e charme para seduzir um homem rico. Contudo, a casa é firmemente controlada por Madame Lanlaire (Judith Anderson), que conta com a ajuda do estranho valete Joseph (Francis Lederer), o que torna o Capitão Lanlaire (Reginald Owen) uma escolha pouco promissora. Diante disso, ela direciona suas investidas ao vizinho, o Capitão Mauger (Burgess Meredith). Porém, a chegada de Georges (Hurd Hatfield), o belo filho dos Lanlaire, complica o jogo de sedução de Célestine, atraindo não apenas o Capitão Mauger e o jovem Georges, mas também Joseph, colocando ela e toda a família em uma situação delicada.

Elenco Paulette Goddard como Célestine Burgess Meredith como Capitão Mauger Hurd Hatfield como Georges Lanlaire Francis Lederer como Joseph Judith Anderson como Madame Lanlaire Florence Bates como Rose Irene Ryan como Louise Reginald Owen como Capitão Lanlaire

Produção Originalmente, a RKO Pictures adaptaria o romance, com Jean Renoir, Burgess Meredith e Paulette Goddard atuando como produtores, mas eles não conseguiram chegar a um acordo sobre a história. Dudley Nichols era o responsável por escrever o roteiro nessa época. Com os direitos de exibição livres, Renoir, Meredith e Goddard formaram a Camden Productions, Inc. para conseguir produzir o filme. Benedict Bogeaus, proprietário da General Service Studios, tornou-se o principal acionista ao fornecer US$ 900 mil à empresa.

A ambientação e os figurinos do filme foram copiados das pinturas de Pierre-Auguste Renoir, pai do diretor Jean Renoir. Por essa razão, a produção é ambientada em 1885.

Recepção Embora a resposta inicial da crítica tenha sido mista, o filme obteve o lucro esperado e conseguiu ser eleito um dos dez melhores lançamentos daquele ano.

Após a estreia do filme, a revista Variety escreveu: "Esta é uma trama estranha, do tipo feito tão bem pelos franceses – e de forma pouco convincente por quase qualquer outro. The Diary, em sua forma estadunidense, não tem nem de perto o mesmo enredo nem a mesma riqueza sugerida pela versão original francesa, mas possui nomes e um interesse próprio".

"The Diary of a Chambermaid" foi eleito o oitavo melhor filme em língua inglesa de 1946 pelo National Board of Review.Awards for 1946 National Board of Review.

Ver também "Le journal d'une femme de chambre" (1964), filme dirigido por Luis Buñuel, e estrelado por Jeanne Moreau.

Bibliografia Tibbetts, John C., & James M. Welsh, eds. The Encyclopedia of Novels Into Film (2nd ed. 2005) pp 96–98.

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