José Fernando Tavares (Lisboa, 22 de maio de 1965), é um escritor, ensaísta e professor de Literatura e Latim.
Biografia Filho de Fernando Marques Tavares e Elvira da Costa Tavares nasceu a 22 de maio de 2065 em Lisboa, frequentou o Colégio de São João de Brito (1972 – 1983), licenciado em Línguas e Literaturas Modernas – variante de Estudos Portugueses, Universidade Autónoma de Lisboa, «Luís de Camões» (1989) com o trabalho de final de Curso: Damião de Gois e o Erasmismo, sob a orientação do Prof. Justino Mendes de Almeida. Concluiu o Curso de Ciências de Educação na mesma instituição. Mestre em Literatura Comparada, época contemporânea com a dissertação Fernando Pessoa e as Estratégias da Razão Política, sob a orientação da Professora Teresa Rita Lopes, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1994). Pós-Graduação em Estudos Literários Portugueses pela mesma instituição.
Em jovem (a partir de 1984) conviveu com: Baptista-Bastos (jornalista), Luís Pacheco (escritor), Herberto Hélder (poeta), Luís Pignatelli (poeta), José Afonso (músico), Vitorino Salomé (músico), Viriato Rocha (grande leitor) se encontravam na Taberna dos Galegos no Largo da Misericórdia e no café Águia d’Ouro (nas Escadinhas do Duque), uma época de grande aprendizagem do domínio literário, no período da formação. Conviveu, sem ser em tertúlias, com vultos importantes da Literatura Portuguesa: Fernando Namora, Manuel da Fonseca (escritor), José Gomes Ferreira (poeta), Augusto Abelaira, Urbano Tavares Rodrigues, António Ramos Rosa (poeta), Luísa Neto Jorge (poetisa), Nuno Bragança (ficcionista), Almeida Faria (ficcionista altamente premiado); Mário de Carvalho (ficcionista), Hélia Correia (ficcionista), Jaime Rocha (poeta), José Cardoso Pires (escritor) e o professor e filósofo Agostinho da Silva.
Tertúlia Rio de Prata O editor José Manuel Capelo, que era poeta, convidou-o para apresentar o livro O éco das palavras de 1991 de Ulisses Duarte e nessa altura conheceu-o. Na época da Revista Literária Sol XXI, dirigida por Orlando Neves (1995) o poeta Ulisses Duarte chamou-o a integrar no corpo da Tertúlia Rio de Prata. Na Tertúlia conheceu os poetas António Manuel Couto Viana, Julião Bernardes, António Vera que veio a tornar-se um dos seus maiores amigos ao mesmo nível de Julião Bernardes e de Ulisses Duarte. É uma Tertúlia formada por pessoas que gostam de poesia e gosta de falar sobre poesia. Pessoas com uma idade já um pouco avançada de 60, 70, 80, por aí e não só.
É solicitado para fazer a apresentação em inúmeros lançamentos de livros no domínio literário,Cf. Espíritos Elementais Lançamento do livro in YouTube. principalmente de poesia e alguns de ficção, na inauguração de diversas exposições da pintura e uma de fotografia: «A reinvenção da cidade: história e transfiguração», texto do catálogo da exposição de Luís Dias intitulada Lisboa & Berlim, realizada em Lisboa na Biblioteca da Escola Secundária de São João da Talha em maio de 2021.
Atividade didática 1987-88 monitor da cadeira de Cultura Portuguesa II, na Universidade Autónoma de Lisboa.
1991-92 nas Escolas António Arroio e Machado de Castro) (hoje convertida em Escola de Hotelaria). Nesta última fez a sua profissionalização para a docência do Ensino Secundário.
1994 professor efetivo do Ensino Secundário na Escola Secundária do Cadaval, destacado na Escola Secundária de São João da Talha, onde se encontra presentemente, como docente das disciplinas de Português e de Latim.
1994-1995 regeu as cadeiras de Literatura Comparada e de Teoria da Literatura na Universidade Autónoma de Lisboa.
1995-96 assistente do Professor Doutor Álvaro Manuel Machado na cadeira de Literatura Comparada na Universidade Autónoma de Lisboa.
1996-97 ministrou a cadeira de Literatura Portuguesa III, época medieval;
1999-2003 no Instituto Piaget, Campus Universitário de Almada, ministrou, as cadeiras de Língua e Cultura Portuguesa, Evolução da Comunicação Linguística e Literatura Infanto-Juvenil e Expressão Poética.
Atividade jornalística
Membro fundador e Redator-principal da revista literária Sol XXI junto com Henrique Madeira
Diretor do jornal Artes & Artes– Jornal de Estudos Artes e Letras, fundado por Carlos Carranca, entre Maio de 1997 e Junho de 2002.
Publicou nos jornais Diário Popular; O Jornal; Diário; Diário de Notícias; Letras & Letras; Jornal de Letras, Artes e Ideias; Jornal do Vale do Tejo; Artes & Artes; Signo, Jornal de Letras e Artes de Ponta Delgada; revista Ínsula, de Ponta Delgada; revista Ler; revista Sol XXI; revista Boca do Inferno; revista O Escritor; revista Ego; revista Latitudes, publicada em Paris, entre outros.
Entrevistou os escritores Baptista Bastos, Urbano Tavares Rodrigues, António Ramos Rosa, Augusto Aveleira, Fernando Namora, Hélia Correia, Lídia Jorge, Artur Varatojo a propósito da literatura policial, Carlos de Oliveira, Virgílio Ferreira.
Artigos
Crítica literária
Realidade cultural e novo imaginário«Realidade cultural e novo imaginário», in Actas do I Congresso de Escritores de Língua Portuguesa, Lisboa, Associação Portuguesa de Escritores, 1991, pp. 51-53.
Situação de João Gaspar Simões na cultura portuguesa contemporânea«Situação de João Gaspar Simões na cultura portuguesa contemporânea», in Sol XXI, Revista Literária, números 1 / 2, Setembro de 1992, pp. 4-10. Rep. in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 37, Abril de 2002, pp. 3-5.
Matéria e anti-matéria da poesia«Matéria e anti-matéria da poesia, in Sol XXI, Revista Literária, número 3, Dezembro de 1992, pp. 6-8.
A crítica face aos autores «A crítica face aos autores», resposta a um inquérito da Revista O Escritor, da Associação Portuguesa de Escritores, nº 1, Março de 1993, pp.141-144.
Reflexão sobre o pensamento de António Quadros.«Reflexão sobre o pensamento de António Quadros», in Sol XXI, Revista Literária, número 5, Junho de 1993, pp. 16-24.
A inquietação, a dor e o riso na obra de Manuel Laranjeira«A inquietação, a dor e o riso na obra de Manuel Laranjeira», in Sol XXI, Revista Literária, número 8, Março de 1994, pp. 9-15.
Fernando Pessoa e a literatura policial «Fernando Pessoa e a literatura policial», in Sol XXI, Revista Literária, número 9, Junho de 1994, pp. 3-13. Fernando Namora: o nosso olhar é fundamental para ver a profundidade das coisas «Fernando Namora: o nosso olhar é fundamental para ver a profundidade das coisas», seguida de «Uma carta de Fernando Namora», in Sol XXI, Revista Literária, número 10, Outubro de 1994, pp. 3-12.
Torga e o riso «Torga e o riso», in Gazeta do Mundo de Língua Portuguesa, nº 5, Primavera-Verão de 1994.
Dom João de Castro e a génese do fenómeno sebástico «Dom João de Castro e a génese do fenómeno sebástico», in Sol XXI, Revista Literária, número 13, Junho de 1995, pp. 3-11.
Uma leitura esotérica de Nome Para Uma Casa de Fernando Namora «Uma leitura esotérica de Nome Para Uma Casa de Fernando Namora», in Sol XXI, Revista Literária, número 16, Março de 1996, pp. 3-8.
Notas em torno da poesia de Alberto de Lacerda «Notas em torno da poesia de Alberto de Lacerda», in Sol XXI, Revista Literária, número 19, Dezembro de 1996, pp. 35-39.
As impressões do crepúsculo: apontamento sobre a poesia de João Maria-Nabais «As impressões do crepúsculo: apontamento sobre a poesia de João Maria-Nabais», in Sol XXI, Revista Literária, número 20, Março de 1997, pp. 24-26. Vergílio Ferreira: deus, razão, mistério «Vergílio Ferreira: deus, razão, mistério», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 1, Junho de 1997, pp. 3-5. A aprendizagem da terra – notas em torno do imaginário cultural de João de Araújo Correia «A aprendizagem da terra – notas em torno do imaginário cultural de João de Araújo Correia», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 3, Setembro de 1997, pp. 3-5. Ulisses Duarte – um poeta da liberdade «Ulisses Duarte – um poeta da liberdade», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 4, Outubro de 1997, pp. 7-8. 'A Curva da Estrada de Ferreira de Castro – psicologia social e conflito interior «A Curva da Estrada de Ferreira de Castro – psicologia social e conflito interior», in Folhas – Letras & Outros Ofícios, número 3, Grupo Poético de Aveiro, Junho de 1998. Reproduzido na revista Língua e Cultura, números 3-4, Janeiro/Julho de 1999. Justificação e louvor da obra de José Saramago «Justificação e louvor da obra de José Saramago», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 15, Novembro de 1998, pp. 3-4. Do imaginário social ao realismo fantástico na obra de José Cardoso Pires «Do imaginário social ao realismo fantástico na obra de José Cardoso Pires», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 16, Janeiro de 1999, pp. 3-4. Eduardo Lourenço – poética e metafísica «Eduardo Lourenço – poética e metafísica», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 20, Junho de 1999, pp. 3-6. Orlando Neves – um exemplo de criação total na literatura portuguesa contemporânea «Orlando Neves – um exemplo de criação total na literatura portuguesa contemporânea», in Artes & Artes, número 26, Abril de 2000, pp. 3-4. A universalidade poética na pintura de Miguel Barbosa «A universalidade poética na pintura de Miguel Barbosa», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 26, Abril de 2000, p. 16. António Manuel Couto Viana – um embaixador da poesia «António Manuel Couto Viana – um embaixador da poesia», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 27, Maio de 2000, pp. 3-4. A construção da diegese no conto ficcional – o exemplo de Eça de Queirós «A construção da diegese no conto ficcional – o exemplo de Eça de Queirós», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 29, Setembro / Outubro de 2000, pp. 3-4. João Rui de Sousa – o corpo como metáfora da existência «João Rui de Sousa – o corpo como metáfora da existência», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 30, Novembro de 2000, p. 3. A gnose franciscana e paraclética de Agostinho da Silva «A gnose franciscana e paraclética de Agostinho da Silva», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 31, Janeiro / Fevereiro de 2001, pp. 3-6. A intencionalidade poética em Cesário Verde «A intencionalidade poética em Cesário Verde», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 33, Maio / Junho de 2001, p. 8. Os elementos simbólicos no pensamento de António Quadros «Os elementos simbólicos no pensamento de António Quadros», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 34, Julho / Setembro de 2001, pp. 3-6. Jaime Cortesão – a epopeia portuguesa e a mística franciscana «Jaime Cortesão – a epopeia portuguesa e a mística franciscana», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 36, Março de 2002, pp. 3-5. Delfim Santos – sentido da cultura e destino humano «Delfim Santos – sentido da cultura e destino humano», in Artes & Artes, Jornal de Estudos, Artes e Letras, número 38, Junho de 2002, pp. 3-4. Memória breve de uma aventura literária«Memória breve de uma aventura literária», in Sol XXI, Revista Literária, números 38 / 39, 2003, pp. 148-152. A noção de epopeia nos opúsculos latinos de Damião de Góis «A noção de epopeia nos opúsculos latinos de Damião de Góis», in Damião de Góis na Europa do Renascimento, Actas do Congresso Internacional sobre Damião de Góis, Braga, Publicações da Faculdade de Filosofia, Universidade Católica Portuguesa, 2003, pp.495-504. Uma interpretação do romance histórico contemporâneo «Uma interpretação do romance histórico contemporâneo», in Boca do Inferno, Revista de Cultura e Pensamento, número 8, Julho de 2003, pp. 47-53.