O Castanhão é uma comunidade remanescente de quilombo, ou 'quilombo contemporâneo', população tradicional brasileira situada a 19 km da sede da cidade de Ibipitanga (sentido Ibiajara), na Bahia. A comunidade foi certificada pela Fundação Cultural Palmares (FCP), na data de 28 de novembro de 2018, sob a Portaria n° 322/2018, de 43202.Santos, Edilson Novais. (30 de novembro de 2021). Indicação nº 010/2021. Câmara Municipal de Ibipitanga.

História Os relatos acerca de sua formação como comunidade negra rural remetem à trajetória de um ancestral comum: Maurício Pereira da Silva viveu 96 anos (1866- 1962), vindo no ano de 1918 com sua família, da região Rio de Contas de Piatã, na Bahia, situada na Chapada Diamantina. O nome do assentamento foi dado devido a um cavalo castanho de pastava na região.Menezes, Alexandre Junior de Souza (2019). Abordagens em ecologia humana: construções epistêmico - metodológicas interdisciplinares. Ed. Brazil Publishing.

Infraestrutura A comunidade está inserida na rede de energia elétrica do município, que foi instalada através do Programa Luz para Todos do Governo Federal. Não está incluída na rede de esgoto e de abastecimento de água; os moradores utilizam cisternas e carros pipas para água, e descartam o esgoto em fossas sépticas. Possui coleta de lixo diária, e alguns moradores fazem a queima do lixo. Há pavimentação com asfalto na avenida principal, e pavimentação de terra nas ruas secundárias. A Escola Municipal chamada Escola Municipal Padre Aldo Coppola e uma unidade básica de saúde, estão inseridos na comunidade.

Atualidade Em 2020, segundo dados levados pela Prefeitura de Ibipitanga, havia uma estimativa de 37 famílias com 129 habitantes. Desde 28 de novembro de 2018, a Comunidade é reconhecida e certificada pela Fundação Cultural Palmares.

Ver também Escravidão no Brasil Quilombo do Remanso Comunidade Quilombola Curral de Pedra

Bibliografia Rocha, Angelita Rosa de Oliveira. (2020). Povos tradicionais: comunidade de Castanhão. Ed. CRV. ISBN-10: ‎ 8544437478.

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