A Carta aberta às mulheres do mundo (do inglês Open Letter to the women of the world from the women) um documento da comissão "ONU Mulheres" (CSW-ONU) lida por Eleanor Roosevelt na 29ª sessão da Assembleia Geral de Nações Unidas na cidade de Londres em 1946 para as "mulheres do mundo".
Eleanor Roosevelt, ex-primeira-dama dos Estados Unidos e então presidente da Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas (1946), informou que representantes e delegadas das Nações Unidas redigiram um documento especialmente dirigida às mulheres de seus respectivos países e, que pede aos representantes reunidos na sessão que ao regressem a seus países colaborem na difusão deste documento, pois todas as mulheres devem ter a oportunidade de conhecer este documento. Ao terminar a leitura Eleanor Roosevelt recordou que toda a Assembleia "têm a responsabilidade de infundir a nossos povos o convencimiento de que as Nações Unidas podem ser um instrumento para conseguir a paz, se lhe dedicamos a mesma energia que empregamos para ganhar a guerra" assinalando ademais "que as mulheres reclamam coisas que os homens esquecem".
A comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW-ONU ou ONU Mulheres, reúne-se anualmente em março para debater a desigualdade e discriminação que a mulher continua a enfrentar e, segundo esta comissão levará aproximadamente três séculos para equiparar a igualdade para mulheres e, cerca de 383 milhões delas vivem em extrema pobreza.
Antecedentes Quando criou-se a Organização das Nações Unidas em 1945 as mulheres já estavam envolvidas na esfera pública, inicialmente em organizações não governamentais e posteriormente nas delegações oficiais. O sufragio feminino era legalizado em 31 países, várias mulheres na Europa e nos Estados Unidos eram integrantes do movimento sindical.
Carta aberta para às “mulheres do mundo” produzida pela comissão "ONU Mulheres" (CSW-ONU). Esta comissão começou a atuar em 1946, logo em seguida a reunião inaugural da Assembleia Geral da ONU.
A carta A "carta aberta à mulheres do mundo" foi lida pela então primeira-dama dos Estados Unidos da América, Eleanor Roosevelt, na plenária da 29a sessão da Assembleia Geral de Nações Unidas que ocorreu na cidade inglesa de Londres em 12 de fevereiro de 1946.<ref>“A liberdade faz uma exigência enorme a cada ser humano. Com a liberdade vem a responsabilidade. Para a pessoa que não quer crescer, a pessoa que não quer carregar seu próprio peso, essa é uma perspectiva aterrorizante.” — Eleanor Roosevelt.
Após a leitura a carta foi assinada publicamente por: Eleanor Roosevelt; Bodil Begtrup (Dinamarca); Minerva Bernardino (República Dominicana); Lorna McPhee (Nova Zelândia); Frieda Dalen (Noruega); Marie-Hélène Lefaucheaux (França); Hilda Verwey-Jonker (Países Baixos); C.I. Rolfe (Reino Unido); Evdokia Uralova (República Socialista Soviética de Bielorrusia) e, mais uma dezenas de delegadas da Assembleia Geral.
Assim a Comissão de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (Ecosoc) estabeleceu uma subcomissão, com seis países-membros: China, Dinamarca, República Dominicana, França, Índia, Líbano e Polônia. Que avaliarão problemas relacionados à mulher e aconselharão a Comissão de Direitos Humanos da ONU. Esta subcomissão irá existir até quando as mulheres terem igualdade com os homens em todos os aspectos.
Ver também Carta às mulheres por Papa João Paulo II (1995)
Ligações externas Video da leitura da carta no youtube.
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