A Operação Tejón do Dinheiro (em inglês: Operation Money Badger) foi uma operação secreta de espionagem levada a cabo na Venezuela pela Administração de Repressão às Drogas (DEA) e por procuradores dos Estados Unidos desde 2013.

Depois de a Promotoria Federal de Manhattan ter libertado uma série de documentos classificados num aparente acidente, a Associated Press (AP) publicou uma reportagem investigativa com a notícia em 1 de fevereiro de 2024.

História O relatório secreto de 15 páginas, elaborado em 2018, esteve disponível poucas horas na internet, até que um jornalista de AP começou a fazer perguntas e este foi retirado. Revelava que uma operação de investigação havia começado em 2013 e se intensificado durante o governo de Donald Trump. A intenção do memorando era que não se tornasse público no futuro.

O relatório também reportava que os Estados Unidos haviam infiltrado operativos da DEA na Venezuela sob a ordem de que «é necessário levar a cabo esta operação de forma unilateral e sem notificar as autoridades venezuelanas», reconhecendo que poderia ser uma violação do direito internacional.

O operativo tinha como alvo dezenas de pessoas, entre elas, Nicolás Maduro e o ministro da Electricidade. Alex Saab foi um dos funcionários espiados, bem como um contratante da Defesa foragido. Cerca de cem pessoas haviam sido investigadas pelos Estados Unidos.

Como parte da operação, o Grupo 10 da Divisão de Campo de Miami da DEA recrutou como informante um branqueador de dinheiro profissional acusado de roubar 800 milhões de dólares do sistema cambial da Venezuela através de um plano de importação fraudulento.

A DEA recolheu informações relativas ao exgobernador de Táchira, José Vielma Mora, e a Luis Motta Domínguez, que foram posteriormente acusados pelos Estados Unidos de branqueamento de capitais ligado a subornos.

Notas

Referências

Categoria:Operações de inteligência dos Estados Unidos Categoria:Escândalos e incidentes de espionagem Categoria:Relações entre Estados Unidos e Venezuela Categoria:Primeira presidência de Donald Trump