Matilde da Saxônia ou Matilde Bilungo (Saxônia, 942 – Gante, 25 de maio de 1008) foi uma nobre alemã. Ela foi condessa de Flandres pelo seu primeiro casamento com Balduíno III, e pelo seu segundo casamento com Godofredo I de Verdun, foi condessa de Verdun.

Família Matilde foi provavelmente a filha primogênita de Hermano I da Saxónia, o marquês da Marca de Bilungo, e oficial de confiança do imperador Otão I do Sacro Império Romano-Germânico, e de Oda.

Os seus avós paternos eram Bilungo de Stubenskorn e Ermengarda de Nantes. As identidades de seus avós maternos são desconhecidas.

Os seus tios paternos eram Wichman, o Velho, e Amelungo, bispo de Verdun.

Matilde teve quatro irmãos: o duque Bernardo I da Saxónia, casado com Hildegarda de Stade; Liutger, marido de Ema de Lesum, que é venerada como santa pela Igreja Católica; Suanhilda, cujo primeiro marido foi Tietmar, Marquês de Meissen, e o segundo foi outro marquês de Meissen, Ecardo I, e, por fim, Ima, abadessa de Herford, em 995.

Biografia Matilde se casou com o conde Balduíno III, filho de Arnulfo I da Flandres e de Adela de Vermandois, em alguma data entre 951 a 959. Eles tiveram apenas um filho, Arnulfo II. Arnulfo teve um meio-irmão ilegítimo por parte do pai com uma amante desconhecida, chamado Alberico, que foi nomeado bispo de Paris em 1016.

Balduíno contraiu varíola após uma campanha militar contra os normandos, e faleceu no dia 1 de janeiro de 961. Arnulfo I, o avô de Arnulfo II, providenciou para que o rei Lotário de França se tornasse o guardião do jovem conde.

thumb|left|Matilde e Godofredo num retrato do século XVII, localizado na Galleria degli Uffizi, em Florença. Esta pintura faz parte de uma série de cerca de sessenta retratos duplos representando os duques e duquesas de Lorena, bem como os seus supostos antepassados.

Não muito tempo depois de ficar viúva, no ano 963, Matilde contraiu um segundo matrimônio, desta vez com o conde Godofredo I de Verdun, filho de Goslino, Conde de Bidgau e Methingau e de Oda de Metz. Eles tiveram, ao todo, onze filhos.

Em 969, Godofredo tornou-se o novo marquês da Antuérpia, um estado do Sacro Império Romano-Germânico, e, em 974, sucedeu como conde de Mons, parte do Condado de Hainaut.

O Papa Silvestre II, cujo nome de nascimento era Gerbert d'Aurillac, escreveu uma carta abril de 985 para Matilde. Nela, ele transmite o desejo de Godofredo, que estava aprisionado, que a condessa defenda as propriedades do marido, independentemente das ameaças que fizeram contra ele. Essa provavelemnte é uma das cartas que Gerbert disse ter escrito para a imperatriz Teofânia Esclerina.

Godofredo morreu em 3 de setembro de 998 ou em 1002. Matilde faleceu em 25 de maio de 1008, com cerca de 66 anos de idade, e foi sepultada na Abadia de São Pedro do Monte Blandin, na cidade de Gante, que hoje está localizada na Bélgica.

Descendência Do primeiro casamento: Arnulfo II da Flandres (961/62 – 30 de março de 987), sucedeu como conde sob a custódia e regência do primo de primeiro grau do pai, Balduíno Balso da Bolonha, que se proclamou conde de Courtrai. Tirando vantagem da fraqueza de Fladres durante a menoridade de Arnulfo, Teodorico II da Frísia capturou Gante e Waasmunster, enquanto que o rei Lotário de França, ocupou o sudeste do condado, no papel de protetor do jovem Arnulfo. Para conter a ameaça francesa, o imperador Otão II, criou Marcas na margem direita do rio Schelde, desde Valenciennes no sul, até Antuérpia no norte. Arnulfo foi casado com Rosália de Ivrea, com quem teve dois filhos. Após ficar viúva, Rosália se casou com o rei Roberto II de França, como sua primeira esposa.

Do segundo casamento: Adalbero de Verdun (m. 18 de abril de 988), foi nomeado bispo de Verdun, em 984, pelo tio paterno, Adalberto, bispo de Reims, o que levou a uma disputa entre o bispo de Reims com o rei Lotário de França, pois a nomeação foi feita sem a permissão do monarca. Foi sepultado na Catedral de Verdun; Frederico (970/76 - 6 de janeiro de 1022), sucessor do pai, porém, acabou se tornando um monge na Abadia de Saint-Vanne, e fez uma peregrinação para Jerusalém. Foi capturado pelo rei Lotário, junto ao pai, quando ele atacou Verdun, em 985, e foi solto dois anos depois, em 987, pelo aliado da família, Hugo Capeto. Não se sabe por quanto tempo ele foi conde, pois, o alvará datado de 17 de agosto de 1156 do imperador Frederico I, indica que o condado foi transferido para o bispo de Verdun durante o reinado de Otão III. Frederico foi responsável por levar a corpo do irmão, da Itália até Verdun, para o enterro. Também foi conde de Castres. Não se casou e nem teve filhos; Hermano de Ename (m. 28 de maio de 1029), responsável por proteger a fortaleza da fronteira na vila belga de Ename para o imperador, na província Pagus de Brabante. Foi casado primeiro com Matilde cujo sobrenome é desconhecido, com quem teve três filhos, e depois com Goda, com quem teve mais três filhos. Também foi pai de um filho ilegítimo, Godofredo; Godofredo II da Baixa Lorena (965 - 26 de setembro de 1023), recebeu o ducado da Baixa Lorena do imperador Henrique II, após a morte do duque anterior, em 1012. Não se casou e nem teve filhos; Gotelão I de Verdun (968/73 - 19 de abril de 1044), foi conde da Marca de Antuérpia, e duque da Baixa Lorena como sucessor do irmão, e depois da Alta Lorena, a partir de 1033. Do seu casamento com uma mulher de nome desconhecido, teve seis filhos; Adela de Verdun, esposa de Godizo, conde de Aspelt (hoje no Luxemburgo e Heimbach (na Alemanha). Teve uma filha, Ermengarda, esposa de Bertoldo de Walbeck; Ermengarda de Verdun (m. 1042), foi casada com Otão de Hammerstein, conde em Wetterau e Engersgau, no entanto, a validade do casamento foi questionada pela igreja devido a consanguinidade entre o casal, disputa que se arrastou por dez anos, até que finalmente o casamento foi aceito. Teve apenas um filho, Udo; Ermentrude de Verdun (7 de março após 1010), casada com Arnaldo, senhor de Florennes, com quem teve seis filhos; Reginlinda de Verdun (m. 1 de fevereiro de 1050), foi esposa de Arnoldo II, conde de Wels e Lambach, com quem teve cinco filhos; Gerberga de Verdun, esposa de Folmar IV, conde de Metz, com quem teve três filhos; Filho ou filha de nome desconhecido, mãe ou pai de Raul, abade de Saint-Germain de Montfaucon.

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