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Os artaxíadas ou Artaxessiani () foram um ramo da dinastia homônima da Armênia, que governou o Reino da Ibéria de c. 90 a . De acordo com as crônicas georgianas da Idade Média, adquiriram a coroa da Ibéria depois que os nobres ibéricos se revoltaram contra seu rei Farnajom, da dinastia farnabázida, e solicitaram ao rei da Armênia que enviasse seu filho, que era casado com uma princesa farnabázida, como seu novo monarca. Tanto o rei da Armênia como o seu filho são referidos nas crónicas como "Ársaces" (Arxaque), provavelmente uma confusão com Artaxias que parece ser tomado como um termo geral sobre os reis artaxíadas da Armênia. O professor Cyril Toumanoff identifica o rei da Armênia deste relato como e considera o recém-instalado rei ibérico, , como seu filho. A crônica prossegue descrevendo uma grande batalha entre um exército combinado ibero-armênio contra Farnajom e os seus seguidores. No final, Farnajom foi derrotado e morto, e depois disso o príncipe armênio tornou-se o rei.
Pouco se sabe sobre os primeiros anos do domínio artaxíada na Ibéria. Parecem ter estado sob a influência dos seus primos arménios, aos quais cederam uma parte significativa do seu território. Esta associação com os artaxíadas armênios, que estavam no auge do poder durante o reinado de Tigranes, o Grande , provocou o envolvimento da Ibéria na Terceira Guerra Mitridática entre a aliança Ponto-Armênia e República Romana . Plutarco e Licínio Mácer afirmam que os contingentes ibéricos tiveram destaque nas batalhas de Tigranocerta () e Artaxata (). Mesmo após a rendição de Tigranes à mercê de Pompeu, o rei artaxíada da Ibéria Artoces continuou a oferecer resistência obstinada aos invasores romanos, mas acabou sendo derrotado e forçado a implorar pela paz. Este Artoces bem conhecido das fontes clássicas é aparentemente o Artagues (Artogue), filho de Ársaces/Artaxias, dos anais georgianos que omitem qualquer menção à invasão romana, mas em vez disso relatam a luta do rei com os "persas".
A hegemonia romana sobre a Ibéria revelou-se, no entanto, impermanente e, em , o legado Públio Canídio Crasso teve de liderar o seu exército à Ibéria para forçar o seu rei a uma nova aliança com Roma. Nem Farnabazo nem as suas relações com Roma estão registados nas crónicas georgianas cuja narrativa se centra no rei Bartom, filho de Artague, e na sua morte na luta com o outrora exilado príncipe , que acabou por restaurar a dinastia farnabázida ao trono ibérico. Os estudiosos modernos tendem a identificar Farnabazo com Bartom e considerá-lo o último na linha artaxíada.
Bibliografia
Categoria:Dinastia artaxíada da Ibéria