Elimaida ou Elimais (, a forma helenizada do topônimo Elão) foi um Estado autônomo do ao início do , frequentemente um vassalo sob controle do Império Arsácida. Estava localizado na cabeceira do golfo Pérsico em Susiana (a atual região do Cuzistão, Irã). A maior parte da população provavelmente descendia dos antigos elamitas, que outrora tinham o controle daquela área.
Aspectos gerais
Os elimeus eram conhecidos por serem arqueiros habilidosos. Em , mataram o basileu Antíoco III, o Grande, depois que saqueou seu templo de Bel. Nada se sabe sobre sua língua, embora o elamita ainda fosse usado pelo Império Aquemênida 250 anos antes do Reino de Elimaida surgir. Várias inscrições aramaicas são encontradas em Elimaida. A "riqueza em prata e ouro" da região é mencionada em I Macabeus, que se refere à região como uma "cidade" de interesse para Antíoco IV Epifânio:
Sob os partas, Elimaida era um sub-reino semiautônomo, que existiu até cerca de 221 quando seu xá , foi derrotado e conquistado pelo príncipe persa , que mais tarde derrubaria os partas e estabeleceria o Império Sassânida. Desde sua conquista, foi designado Cuzistão, sendo atestado na inscrição do Cubo de Zaratustra do segundo xainxá sassânida, . Lá é mencionado logo após Pérsis e Pártia, o que demonstra sua importância.
Cunhagem miniaturadaimagem|Moeda de Camnascires III As moedas de Elimaida retratavam um rei; não se sabe se era um rei parta ou um governante local, pois tais informações não vieram à tona. Essas moedas eram baseadas em padrões gregos de dracmas e tetradracmas degradados. A imagem real é geralmente baseada em moedas partas, geralmente com uma âncora com uma estrela em forma de crescente. O reverso tem uma figura ou busto de Ártemis com texto ao redor, uma águia ou, muitas vezes, apenas pontos alongados (isso levou os numismatas a acreditarem que os gravadores não sabiam grego ou copiaram de moedas cuja escrita já era ininteligível).
Uma variante do aramaico, que era mais conservadora do que o aramaico oriental antigo tardio contemporâneo falado na Mesopotâmia oriental, foi registrada em Elimaida até a ascensão dos sassânidas. A chancelaria de Elimaida desenvolveu sua própria variante do alfabeto aramaico, que era caracterizada por letras cursivas e uso frequente de ligaduras, aparentemente influenciada pela escrita contemporânea da chancelaria parta. No entanto, não há evidências de que o aramaico fosse uma língua falada na região. Ele é registrado apenas em moedas (desde Orodes III) e inscrições, como as de .
Reis de Elimaida
Dinastia camnascírida
De , Elimaida ficou sob controle direto parta por várias décadas, com rebeliões ocasionais, até cerca de Usurpadores ou rebeldes conhecidos incluem:
com Anzaze (c. 82–) () (fim do ) (meados/fim )
Dinastia arsácida
(fim do ) (fim do /começo do II) (fim do /começo do II) Osroes () com Ulfã () Abar-Basi () (de c. 165/70) () (fl. 221/2)
Notas
Referências
Bibliografia
Categoria:Reino de Elimaida