O código legal que fala dos direitos LGBT na Cidade do Vaticano é baseada no código italiano Zanardelli de 1889, desde que foi fundada o estado independente da Cidade do Vaticano em 1929.
Embora o Papa Francisco, que foi soberano do estado da Cidade do Vaticano de 13 de março de 2013 até sua morte, tenha expressado apoio a uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, a Cidade do Vaticano não as reconhece. O Papa já admitiu várias vezes em entrevistas que a homossexualidade não deveria ser considerada um crime e sim um pecado, mas que as suas uniões deveriam ser abençoadas mas jamais reconhecidas pela Igreja.
Desde 1890, o território que é hoje em dia a Cida do Vaticano não possui nenhum tipo de leis contra atividades sexuais entre pessoas do mesmo sexo não comerciais, privadas, adultas e consensuais. A idade de consentimento atualmente é de 18 anos para todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual. No caso de relações sexuais fora do casamento- no caso onde os casamentos são válidos pela Igreja Católica e pelas leis da Cidade do Vaticano- a idade de consentimento igual é 14 anos
Os diplomatas estrangeiros, para serem credenciados, não devem fazer parte de uma família do mesmo sexo, e não devem ser divorciados . Em 2008, Jean-Loup Kuhn-Delforge, que é um diplomata abertamente gay e que está numa união civil com o seu parceiro, foi rejeitado pelos oficiais da Igreja Católica para ser o embaixador francês da Santa Sé. Em 2015, Laurent Stefanini, abertamente gay, foi também rejeitado para ser o embaixador da França, apesar de estar solteiro.
Direitos civis O Estado da Cidade do Vaticano não possui nenhumas provisões de direitos civis que incluam a orientação sexual e a identidade de género.
Reconhecimento de relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo A Cidade do Vaticano sempre expressou o seu desacordo e descontentamento a qualquer tipo de reconhecimento civil de uniões do mesmo sexo, casamento homossexual ou direitos de homoparentalidade, que dois homens ou duas mulheres possam adotar uma criança, algo que ainda é ilegal na Itália.
Proteções contra discriminação O Vaticano tem o direito de remover, suspender e despedir imediatamente qualquer oficial ou empregado que admita publicamente ser gay ou que questione o ponto de vista e as crenças do Vaticano em relação à homossexualidade, já que é considerado como um pecado sexual, que vai contra a natureza e portanto contra as leis de Deus, no Cristianismo. Texte de la lettre sur le site d'Eternal World Television, Global Catholic Network (en anglais).
Protestos miniaturadaimagem|302x302px| Ativistas protestaram em dezembro de 2008 em Milão contra o anúncio feito pelo Observador Permanente do Vaticano nas Nações Unidas de que o Vaticano votaria contra uma resolução da ONU que apelava à descriminalização da homossexualidade. Em 13 de Janeiro de 1998, o ativista LGBT de Arcigay Alfredo Ormando pôs fogo a si mesmo na praça de São Pedro em protesto contra a renegação dos homossexuais que sempre foi demonstrada pela religião cristã. Como resultado das várias queimaduras que sofreu, ele morreu alguns dias depois num hospital italiano, já que o Vaticano não possui hospitais graças ao seu tamanho, portanto todo o mundo é impedido de doar sangue, graças à falta de serviços hospitalares.
Influência Em 2021, o ministro das relações exteriores, o Arcebispo Paul Richard Gallagher, entregou uma carta ao embaixador italiano na Cidade do Vaticano, demonstrando "preocupação" em relação a uma lei do parlamento italiano que visava proteger legalmente todos os LGBT italianos contra todo o tipo de violência e discriminação. A carta dizia que essa lei. que proibia o incentivo a crimes de ódio, era uma violação da liberdade de expressão e liberdade religiosa e pediu para que a lei fosse reformulada para que nenhum tipo de "liberdade" fosse retirada. Chico Harlan and Stefano Pitrelli, "Italy is debating an LGBT anti-hate law. The Vatican just took a rare step to protest it," The Washington Post, 22 June 2021.
Tabela de resumo Atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo é legal (Desde 1890) Igualdade de idade de consentimento (18) (Desde 1890) Leis antidiscriminação apenas no empregoalt=No|17x17px|Não (A Santa Sé reserva-se o direito de afastar, suspender e despedir imediatamente qualquer funcionário que se declare homossexual ou contra a posição da Igreja Católica sobre a homossexualidade ou a transexualidade) Leis antidiscriminação no fornecimento de bens e serviçosalt=No|17x17px|Não Leis antidiscriminação em todas as outras áreas (incluindo discriminação indireta, discurso de ódio)alt=No|17x17px|Não Casamento entre pessoas do mesmo sexoalt=No|17x17px|Não Gays, lésbicas e bissexuais autorizados a servir abertamente no Corpo da Gendarmaria e na Pontifícia Guarda Suíçaalt=No|17x17px|Não Acesso à fertilização in vitro para lésbicasalt=No|17x17px|Não Barriga de aluguel comercial para casais gaysalt=No|17x17px|Não Autorizado a doar sanguealt=N/A|15x15px|Não Não há hospitais no Vaticano para doar sangue, nem qualquer política oficial para proibir a doação de sangue para homossexuais e/ou transexuais.
Ver também
Amoris laetitia Direitos LGBT na Europa Igreja Católica e homossexualidade Índice de artigos relacionados à Cidade do Vaticano Instrução sobre os critérios para o discernimento vocacional das pessoas com tendências homossexuais em vista da sua admissão ao Seminário e às Ordens Sagradas