Carlos Frederico Bastos (Salvador, 1925 - Salvador, 12 de março de 2004) foi um pintor, ilustrador e cenógrafo brasileiro.

Iniciou sua formação artística na Escola de Belas-Artes da Universidade da Bahia, onde ingressou em 1944. Foi aluno de João Mendonça Filho, Raymundo Aguiar e Alberto Valença. No mesmo ano, participou, com Mario Cravo Júnior e de Genaro, da 1ª Mostra de Arte Moderna da Bahia.

Em 1946, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde concluiu seus estudos na Escola Nacional de Belas Artes. Estudou também na Sociedade Brasileira de Belas Artes e na Fundação Getúlio Vargas - FGV, tendo sido aluno de Santa Rosa, Iberê Camargo e Carlos Oswald. Paralelamente, faz cursos particulares com Candido Portinari e aulas de cenografia com Martim Gonçalves.

Em 1947, voltou a Salvador e organizou sua primeira exposição individual, na Biblioteca Pública Municipal. No mesmo ano, estudou na Arts Students League, em Nova York. Em 1949, segue para Paris, onde estuda pintura mural e afresco na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e frequenta aulas de desenho na Académie de la Grande Chaumière. Retorna ao Brasil em 1951. Em 1952, participa do 1º Salão de Arte Moderna e, em 1954, do Salão Preto e Branco. Após novo período em Paris, entre 1957 e 1958, estabelece seu ateliê no Solar da Jaqueira, em Salvador. Enciclopédia Itaú Cultural. Carlos Bastos

Em 1965, editou o livro de desenhos Igrejas, Santos e Anjos da Bahia, com prefácio de Jorge Amado. A partir daí, o artista ilustrou vários livros de Amado.Aos 79, pintor Carlos Bastos morre na Bahia Folha de S. Paulo, 12 de março de 2004. Cópia arquivada em 23 de junho de 2024.

Seu nome está especialmente ligado aos murais e painéis decorativos que realizou em edifícios públicos, nos quais procura destacar o misticismo, os símbolos e as crenças populares.

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