Fadrique Álvarez de Toledo y Enríquez de Guzmán, 4º Duque de Alba, Grande da Espanha, (na íntegra, ), (21 de novembro de 1537 – 3 de setembro de 1585), foi comandante do exército espanhol durante a Guerra dos Oitenta Anos.
Biografia Ele foi o primeiro filho legítimo de Fernando Álvarez de Toledo, 3º Duque de Alba, e se tornou o quarto duque após a morte de seu pai. Seus títulos incluíam Duque de Huéscar, Marquês de Coria e Comendador Maior na Ordem de Calatrava.
Ele teve dois casamentos curtos: em 1555 com Guiomar de Aragón (falecida em 1557), filha de Alfonso de Aragón, Duque de Segorbe, e em 1562 com María Josefa Pimentel y Girón (falecida em 1566), filha de Antonio Alonso Pimentel y Herrera de Velasco, III duque de Benavente.
Entre 1557 e 1558 ele ocasionalmente substituiu seu pai durante suas ausências na posição de vice-rei de Nápoles. vol XXIII Vice-reis de Nápoles, na Coleção de documentos inéditos da história de Espanha, pág. 162
Em 1566, Fadrique tinha prometido casar-se com Magdalena de Guzman, dama da corte da Rainha Isabel de Valois, mas resistiu a isso, custando-lhe detenção e encarceramento no Castelo da Mota, Medina del Campo, Valladolid.
No ano seguinte, Fadrique foi libertado em troca de prestar serviço militar durante três anos na fronteira com Orã e ficar exilado da corte por mais três anos.Certidão emitida por Filipe II em 11 de fevereiro de 1567, permitindo a libertação de Dom Fadrique de sua prisão, op. cit.vol. L, pp. 288-289 No entanto, em abril de 1568, encontrando-se em Múrcia à espera de embarcar para Orã, Felipe II comutou essa punição por uma nova missão em Flandres,Certificado emitido por Filipe II em 7 de abril de 1568 ordenando que Dom Fadrique viajasse para Flandres op. cit., pags. 290-291. onde o seu pai era responsável pelos terços, na qualidade de governador dos Países Baixos espanhóis.
Dom Fadrique foi comandante das tropas espanholas durante a fase mais sangrenta da guerra na Holanda. Ele estava no comando das tropas espanholas que massacraram as populações de Mechelen, Zutphen e Naarden, bem como durante o custoso cerco de Haarlem. Em Mechelen, suas tropas foram autorizadas a pilhar, saquear e destruir por três dias. Essas e outras pilhagens foram mais tarde conhecidas na Europa como Fúria Espanhola.
Seu exército falhou no cerco de Alkmaar e ele teve que recuar. Seu pai, o Duque de Alba, não aprovou essa atitude, pois ele tinha medo da reputação de seu filho, que já não era boa com o rei Filipe II.
Em 1578, Filipe II ordenou a reabertura do processo contra Fadrique, durante o qual se descobriu que, para impedir o casamento com Magdalena de Guzmán, ele havia se casado secretamente por procuração com María de Toledo, filha de García Álvarez de Toledo, 4º Marquês de Villafranca del Bierzo, com a autorização de seu pai, o duque de Alba, em violação das disposições do rei. Fadrique foi novamente confinado no Castelo da Mota e seu pai foi banido da corte, de onde foi exilado para Uceda.Documentos sobre as causas que levaram à prisão de D. Fadrique, filho do Duque de Alba, e também à do próprio Duque, op. cit., vol. VII, pags. 464-524, y vol. VIII, pags. 483-529.
A saúde de Dom Fadrique piorou depois de 1573. Em face do seu mau estado de saúde e às precárias condições do seu confinamento, em maio de 1580 ele foi libertado da sua prisão, sob a condição de residir na localidade de Alba, de onde foi proibido de sair.
Da sua união com María de Toledo, ele teve um filho em 1582, Fernando Álvarez de Toledo y Álvarez de Toledo, VI Marquês de Coria, que faleceu nesse mesmo ano.Cartas de Santa Teresa de Jesus, pags. 26-27.
Ele foi duque entre 11 de dezembro de 1582 e 11 de dezembro de 1583, sendo sucedido em seus títulos de nobreza por seu sobrinho Antonio Álvarez de Toledo y Beaumont.
Ancestrais
Referências
Categoria:Nascidos em 1537 Categoria:Mortos em 1583 Categoria:Vice-reis de Nápoles Categoria:Generais da Espanha Categoria:Duques de Alba Categoria:Casa de Alba Categoria:Espanhóis do século XVI Categoria:Grandeza da Espanha