Bernardina Maria Elvira Rich, nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, no dia 10 de março de 1872 e faleceu no dia 19 de julho de 1942. Mulher, negra, professora e jornalista. Diplomou-se como Normalista no ano de 1888, ano em que pleiteou uma vaga em concurso. No concurso, concorria apenas ela e uma candidata branca. Ambas tiveram o mesmo desempenho nas provas e ficaram empatadas. No resultado final, a candidata branca ficou com a vaga. No ano de 1890, efetivou-se como professora primária em Cuiabá. É considerada a primeira professora negra concursada no estado de Mato Grosso.Marques, A. M., & Gomes, N. da C. B. (2017). Bernardina Rich (1872-1942): uma mulher negra no enfrentamento do racismo em Mato Grosso. Revista Territórios E Fronteiras, 10(2), 110–132.

Bibliografia No ano de 1889 foi transferida para a Vila de Nioac, no interior do Estado. Ela recusa mudar-se da capital e sofre um processo disciplinar. No ano de 1913, ela funda uma escola particular chamada “8 de Dezembro”, onde foi sua diretora. Em 1916, juntamente com outras mulheres, criou o Grêmio Literário “Júlia Lopes de Almeida”. Com esse grupo de amigas, pôs em circulação uma revista intitulada "A Violeta". Nesta revista Benedita foi tesoureira, vice-presidente e redatora por um período de treze anos. Em 1918, foi membro da Comissão de organização do Bicentenário de Cuiabá. Em 1921, foi diretora de outra escola chamada “4ª. Escola Isolada do Sexo Masculino” em Cuiabá. Em 1932 foi diretora geral da Liga Pró-Lázaros. Em 1934 foi Presidente da “Federação Mattogrossense pelo Progresso Feminino”. Bernardina Rich foi a primeira mulher a fazer parte da primeira diretoria da Associação da Imprensa Matogrossense no ano de 1934 ocupando o cargo de (2ª. Secretaria), num total de cinquenta e seis homens. Desenvolveu muitos trabalhos filantrópicos frente à direção da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição. Foi uma das fundadoras do Clube Feminino incentivando a cultura cuiabana, promovendo saraus dançantes em sua residência; tocava violão, violino e piano. Bernadina não se casou e não teve filhos biológicos, no entanto, adotou uma menina. Faleceu no dia 19 de julho de 1942, sepultada no cemitério da Piedade localizado na região central de Cuiabá.MARQUES, A. M.; GOMES, N. da C. B. Bernardina Rich (1872-1942): uma mulher negra no enfrentamento do racismo em Mato Grosso. Revista Territórios e Fronteiras, [S. l.], v. 10, n. 2, p. 110–132, 2017. DOI: 10.22228/rtf.v10i2.688

Premiações

Recebeu in memória o Prêmio “Ruth Marques Correa da Costa” oferecido pelo Conselho da Mulher do estado de Mato Grosso. Recebeu in memoria O Prêmio “Padre Tem Cate” de Direitos Humanos oferecido pela Assembleia Legislativa do estado de Mato Grosso. Seu nome está na biblioteca do Presídio Feminino Ana Maria do Couto;

Entrevistas, matérias e outros sobre Bernardina Rich:

- Matéria na série Cuiabá 300 anos pela TV Centro América

Ligações Externas

“Educação e Fronteira a Questão do Negro em MT” (dissertação de mestrado da Profª. Dra. Nailza Gomes) Livro “Memórias de Presente” (da jornalista Isa Cambará)

Referência