D. Júlio Francisco de Oliveira (São Nicolau, Lisboa, 12 de abril de 1693 – Viseu, 26 de dezembro de 1765) foi um clérigo português, bispo de Viseu, membro do Conselho Régio de D. João V e padre da Congregação do Oratório de Lisboa.

Biografia Início de Vida Nasceu em Lisboa, na freguesia de São Nicolau a 12 de abril de 1693, e foi batizado a 19 do mesmo mês. Era filho de Francisco de Oliveira, cirurgião.

A 16 de julho de 1707, entra, como membro professo na Congregação do Oratório em Lisboa, e é ordenado padre a 28 de março de 1716.Annuario Pontificio, Anno 1770Les Ordinations Épiscopales, Ano 1741, Número 14

No ano de 1736, ingressa na Academia Real de História, tendo sido encarregado de escrever as Memórias de D. João III.

Nomeação como Bispo do Funchal A 22 de fevereiro de 1739, é nomeado pessoalmente por D. João V, para o cargo de bispo do Funchal. Não obstante a nomeação, acaba por não tomar posse, sendo nomeado de seguida para o cargo de bispo de Viseu, que irá ocupar o resto da vida.

Mandato como Bispo de Viseu A 6 de dezembro de 1740, depois de mais de vinte anos da Diocese de Viseu sem bispo, tendo sido o seu último D. Jerónimo Soares em 1720, e estar encarregada as obras e eventos da diocese à responsabilidade do Cabido, é nomeado por D. João V ao cargo de bispo de Viseu.

Realizou dois sínodos durante o seu mandato enquanto Bispo de Viseu. O primeiro decorreu de 26 a 28 de setembro de 1745, e o segundo entre 15 a 18 de setembro de 1748.

Comissionou uma estátua de São Domingos "tomando como modelo as de Roma", acabando depois por oferecê-la ao Cabido da Diocese.

Em 1750, com o falecimento de D. João V, é celebrada na Sé as exéquias por alma do agora falecido rei.

Em 1756, doa ao Cabido de Viseu a imagem de S. Filipe Néri, presente no Convento do Seminário Maior.

Em 1757, com as obras do Seminário Maior de Viseu (Convento dos Néris), o bispo manda demolir a igreja iniciada e construir uma a seu gosto, obra essa concluída dois anos depois, sendo celebrada nesta a primeira missa 13 de janeiro de 1759.

A 26 de dezembro de 1765, falece, em Viseu, o bispo Júlio Francisco de Oliveira, com 72 anos.

Em 1766, é feito um quadro póstumo por autoria de Carlos António Leoni, ao falecido Bispo, sendo o retrato mais fidedigno da aparência do mesmo, o mesmo está atualmente na Torre do Tombo, e é um retrato de meio corpo, moldura preta com filete dourado. miniaturadaimagem|Retrato póstumo de D. Júlio Francisco de Oliveira (1693-1765) Em 1871, é feito outro retrato, por autoria de António José Pereira, este presente no Seminário Maior de Viseu.ROÇADO, Ana Carla da Costa (2011). António José Pereira - O artista e a obra no quadro da cultura e do turismo em Viseu. Universidade Católica Portuguesa, Centro Regional das Beiras - Departamento de Letras. Mestrado em Turismo e Património.

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