Pellegrinisaurus (que significa Lagarto de Pelligrini) é um gênero de dinossauro saurópode titanossauro que viveu na América do Sul durante o período Cretáceo Superior. O holótipo foi encontrado na Formação Allen, Argentina.

Descoberta esquerda|thumb|Foto de satélite do Lago Pellegrin, onde o holótipo de Pellegrinisaurus foi encontrado O holótipo atribuído, MPCA 1500, foi descoberto em 1975 por Roberto Abel. Foi recuperado do membro inferior da Formação Allen na localidade do Lago Pellegrini, Argentina, datando do Cretáceo Superior, Campaniano ao Maastrichtiano Inferior, mas não foi formalmente descrito até 1996 por Leonardo Salgado. O material fóssil incluia um fêmur direito incompleto, vinte e seis vértebras caudais e quatro dorsais. Inicialmente, os restos recuperados foram referidos ao Epachthosaurus, mas posteriormente essa hipótese foi abandonada porque o MPCA 1500 não compartilhava características derivadas com o holótipo do gênero em questão. Sakgado propôs o nome genérico Pellegrinisaurus em referência ao Lago Pellegrini, onde o espécime foi encontrado. O descritor específico powelli é em homenagem ao paleontólogo argentino Jaime E. Powell.

Descrição Pellegrinisaurus era um titanossauro muito grande. Com base no material fóssil, estimou-se que ele mediria entre 20 a 25 metros de comprimento com uma massa corporal de cerca de 50 toneladas.

Classificação Pellegrinisaurus era um titanossauro lithostrotiano, intimamente relacionado ao gênero norte-americano Alamosaurus, formando um clado que também pode incluir Dreadnoughtus, Nullotitan, Baurutitan, e o possível sinônimo de Baurutitan Trigonosaurus. O clado contendo Alamosaurus e Pellegrinisaurus foi encontrado de várias maneiras como intimamente relacionado a, mas fora de Saltasauridae, ou como um membro de Saltasauridae, dentro de Opisthocoelicaudiinae. Alamosaurus e Pellegrinisaurus também foram considerados possíveis membros de Saltasaurinae como Salgado propôs originalmente para Pellegrinisaurus quando o nomeou.

Abaixo segue uma análise filogenética Pellegrinisaurus em Lithostrotia, conforme Cerda et al. 2021

Paleoambiente Restos de Pellegrinisaurus foram descobertos na Formação Allen no lago Pellegrino, Província de Río Negro. A formação é analisada e reconstituída como um ambiente costeiro úmido que gradualmente passou de uma planície de inundação de água doce para estuários pantanosos e depois lagoas rasas conforme o nível do mar subia. Um conjunto diversificado de vida aquática habitava a área, incluindo vários peixes, sapos e tartarugas. Intervalos mais recentes da formação incluem até mesmo alguns répteis marinhos, como vários plesiossauros, incluindo elasmossaurídeos e policotilídeos. A vida vegetal inclui palmeiras e coníferas da família Podocarpeaceae ("pinheiros-ameixa"), que formaram densas florestas e pântanos.

Pellegrinisaurus compartilhou seu ambiente como outros titanossauríanos como Aeolosaurus, Laplatasaurus e Rocasaurus, o hadrossaurídeo duvidoso Willinakaqe, terópodes como o abelissaurídeo Quilmesaurus, o dromaeossaurídeo unenlagiíneo Austroraptor, um pássaro orniturano basal (Limenavis), e um pássaro cimolopterígeo (Lamarqueavis). A presença de carcarodontossaurídeos também foi apontada, embora membros desta família já estariam extintos na época que a datação da formação indica. Restos indeterminados de nodossaurídeos também foram encontrados nesta formação.

Categoria:Saltasauridae Categoria:Dinossauros do Maastrichtiano Categoria:Dinossauros da Argentina Categoria:Formação Allen Categoria:Espécies fósseis descritas em 1996 Categoria:Gêneros de dinossauros