Si isti et istae, cur non ego? é uma locução latina que significa: Se estes homens e mulheres (foram capazes de tanto), porque não eu?.

Costuma ser citada para afirmar a possibilidade de que todos podem fazer grandes coisas, a partir do fato de que outros foram capazes de fazê-las.

É atribuída a Santo Agostinho nas Confissões, onde na realidade encontramos a seguinte afirmação, em Latim:

«Tu non poteris, quod isti, quod istae? An vero isti et istae in se ipsis possunt ac non in Domino Deo suo?»Sant'Agostino. Confessionum. Liber Octavus, 27

Numa versão em Língua Portuguesa, encontra-se:

«Não poderás tu fazer o mesmo que fizeram estes e aquelas? Foi porventura pela própria força que o fizeram, ou por virtude de seu Deus e Senhor?»Santo Agostinho. Confissões. São Paulo: Paulus, 1984, pg 213

A frase contextualizada no famoso livro de Santo Agostinho, onde este descreve o seu processo de conversão ao cristianismo, insere-se em um capítulo onde o autor intitulou e trata da "Árdua Caminhada na Senda da Virtude¨. Que se inicia com as seguintes palavras: «Assim eu sofria e me atormentava, acusando-me muito mais severamente que de costume. E, ao mesmo tempo, me debatia nas cadeias ainda não completamente rompidas e que, embora por um fio, ainda me prendiam. E tu, Senhor, não me davas trégua no íntimo do coração»Santo Agostinho. Confissões. São Paulo: Paulus, 1984, pg 211

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