O Parque do Tumucumaque é uma terra indígena na Amazônia Legal com área de 3 071 mil hectares, localizada nos estado brasileiros do Amapá e do Pará, é habitada por sete povos: Isolados Akurio, Isolados do Citaré, Isolados do Mapari, Akuriyó, Aparai, Katxuyana, Tiriyó e, Wayana, formando uma população total de 2 828 pessoas.
Em 2007, os povos tradicionais, incluindo os indígenas, foram reconhecidas pelo Governo do Brasil, através da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT), por terem o modo de vida ligado aos recursos naturais e ao meio ambiente de forma harmônica e o uso comunitário da terra. Reafirmando aos indígenas o direito a sua terra tradicional e a proteção do governo do Brasil. Assim, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) e o Ministério da Saúde do Brasil atuam nesta área através da Coordenação Regional e Distrito Sanitário Indígena "Amapá e Norte do Pará".
Esta área habitada do Tumucumaque está registrada no CRI e na Secretaria de Patrimônio da União (SPU) via decreto s/n de 04/11/1997.
Distribuição municipal Esta TI está presente em cinco municípios brasileiros: #MunicípioÁrea municípal (ha)TI no município (ha)1Alenquer2 364.545174 241 (5,67%)2Almeirim7 295.4791 334.761 (43,46%)3Laranjal do Jari (AP)3 078.29961 053 (1,99%)4Óbidos2 802.144651 719 (21,22%)5Oriximiná10 760.366864 264 (28,14%)
Geografia Quase 44% deste território esta localizado no município paraense de Almeirim com 1 334.761 hectares, seguido de Óbidos e Oriximiná com menos de 30%, e Laranjal do Jari com 1,99%.
A TI de Tumucumaque está localizada na bacia hidrográfica dos rios Jari, Paru e, Trombetas, e faz parte do bioma Amazônico, composto por uma vegetação com predominância de mata densa com 61,33%, seguido de savanas do tipo ombrófila e do tipo pioneira com 20,68% e 17,99% respectivamente.
Organizações Nesta área atuam as seguintes organizações:
Articulação das Mulheres Indígenas Tiriyó, Katxuyana e Txikiyana (AMITIKATXI); Articulação de Mulheres Indígenas Wayana e Aparai (Amiwa); Associação dos Povos Indígenas Tiriyó Katxuyana Txikiyana (Apitikatxi); Associação dos Povos Indígenas Waiana e Aparai (Apiwa); Centro de Cultura dos Povos Wayana e Aparai (CCPWA);
Secretaria de Saude Indígena (Sesai-FUNASA); Missão Tiriós Sociedade Internacional de Linguística (MISSÃO SIL); Equipe de Conservação da Amazônia (ONG ECAM), e; Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (ONG Iepé).
Estas organizações realizam três projetos nesta área:
Pontão de Cultura Arte e Vida dos Povos Indígenas do Amapá e Norte do Pará II; Ponto de Cultura (AP/PA), e; Pontão de Cultura Arte e Vida dos Povos Indígenas do Amapá e Norte do Pará I (AM/PA).
Ameaças A terra indígena é ameaçada por exploradores do tipo garimpeiro.
De acordo com o projeto Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (PRODES) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), esta área sofreu desmatamento de 4 328 ha até o ano 2023.
A comunidade da TI reclama do atendimento precário da saúde, com falta de medicamentos básicos. Com uma infraestrutura antiga (50 anos) para atender a atual quantidade populacional, de quase 3 mil pessoas, levando ao aumenta de doentes.
Ver também
Povos isolados na Amazônia
Ligações externas
As Terras Indígenas. Funai. Página oficial da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil ONU. Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. 107ª Sessão Plenária, 13 de setembro de 2007.
Centro Regional da Amazônia (INPE) Agência de Desenvolvimento da Amazônia Potenciais Impactos e Riscos Ambientais da Indústria do Petróleo e Gás no Amazonas
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