João José Ferreira de Sousa (Lisboa, Santos-o-Velho, 18 de julho de 1782 — Lisboa, 8 de abril de 1855) foi um oficial general do Exército Português que se distinguiu como lente de Desenho da Academia Militar, diretor das Aulas Públicas de Arquitectura Civil e diretor da Academia de Belas Artes de Lisboa.GERMIL : João José Ferreira de Sousa.Informação dos lentes João José Ferreira de Sousa, Evaristo José Ferreira e Miguel Joaquim Pires ao conde de São Lourenço sobre provimento dos lugares vagos para professores proprietários e substitutos na Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho. Biografia Nasceu em Lisboa, filho do sargento-mor de Cavalaria Carlos António Ferreira Monte, e de sua mulher Maria Rosa de Sousa Vieira. Foi um dos treze filho do casal, entre os quais se contam: o marechal de campo Domingos Bernardino Ferreira de Sousa; o chefe-de-esquadra Francisco Maximiliano de Sousa; e o tenente-general Pedro Paulo Ferreira de Sousa, o 1.º barão de Pernes.João Andrade Nunes, «Incongruências do foro militar : o processo de Francisco Maximiliano de Sousa (1822-1823)» in Silva, Cristina Nogueira da; e Seixas, Margarida (coordenação), Estudos Luso-Hispânicos do Direito, Editorial Dykinson; Madrid, 2021, pp. 491-516.
Inicialmente destinado a uma carreira militar naval, a 5 de outubro de 1799 ingressou na Armada Real como aspirante a guarda-marinha na Academia Real dos Guardas Marinhas. Depois de apresentar provas de nobreza, foi promovido a guarda-marinha a 25 de agosto de 1801. No prosseguimento da sua carreira naval, foi promovido a segundo-tenente a 13 de maio de 1807, mas pouco depois optou por integrar o Exército onde foi promovido a capitão em 13 de abril de 1810. No Exército foi promovido a major em 13 de maio de 1814, a tenente-coronel em 13 de março de 1819 e a coronel a 24 de julho de 1834. Foi nomeado brigadeiro-graduado a 17 de outubro de 1834 e pouco depois promovido a tenente-general.
Desenvolveu a parte inicial da sua carreira na cidade do Rio de Janeiro, para onde se tinha retirado aquando da transferência da corte portuguesa para o Brasil. Numa carreira quase toda ela voltada para o ensino, foi lente de Desenho da Academia Militar do Rio de Janeiro. Com a independência do Brasil, regressou a Portugal, tendo hegado a Lisboa em 11 de março de 1822, sendo nomeado lente de Desenho da Academia Militar de Lisboa.
Em Lisboa foi nomeado em 18 de setembro de 1826 para o cargo de diretor das Aulas Públicas de Arquitectura Civil, onde lecionava Desenho da História, Gravura e Escultura. Com a criação em 1836 da Academia de Belas Artes de Lisboa foi nomeado seu vice-inspetor e depois diretor, cargo que exerceu até falecer.Mário Figueira de Faria, «O Ensino das Belas Artes em Portugal nas vésperas da fundação da Academia». Anais da Universidade Autónoma de Lisboa, série História, vol. V/VI, 2001.
É autor, entre outras publicações, de uma litografia da D. Maria II no leito da morte.Sousa, João José Ferreira de 1782-1855. A Rainha de Portugal, a Snr.ª D. Maria Segunda. Lisboa, 1855 (Lith. de Lopes & Bastos). Também se lhe deve um trabalho de normalização dos sinais convencionais para os trabalhos de campo topográficos e hidrográficos a realizar pelo Exército.Sinais convencionais para trabalhos de campo topográficos e hidrográficos.Parecer e tábua para o cálculo de cotas de nível relativo ao sistema geral de escalas, de convenção e desenho topográfico, para servir de norma nos trabalhos da Carta do Reino, pelo coronel de Engenharia João José Ferreira de Sousa, major de Engenharia Filipe Folque e capitão Luís Herculano Ferreira, do Corpo de Engenheiros.
Foi feito cavaleiro da Ordem de São Bento de Avis a 9 de julho de 1842. Referências
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