miniaturadaimagem|322x322px|Ilustração de Pons no manuscrito 3794 do Vaticano (Cancioneiro Provençal). Pons de Capduelh foi um prestigioso trovador occitânico-auvernês de Capduelh (hoje, em francês, Saint-Julien-Chapteuil), da diocese de Pouy, que floresceu entre 1190 e 1237. Foi senhor do castelo Vertaizon por mérito de sua esposa Jarentone.
Poeta de prestígio, Pons era já famoso em 1190, e era um associado de vários poetas conterrâneos. Tinha grande amizade com o trovador, e depois bispo, Folquet de Marselha, e ambos se chamavam de Mon Plus Leial. Sua fama à época se confirma pela preservação de 26 canções, das quais 4 possuem melodia sobrevivente.
Vida Acredita-se que o poeta seja o nobre chamado Pontius de Capitolio, documentado entre 1189 a 1220. Teria se casado, por volta de 1195, com uma nobre local chamada Jarentone, que o trouxera, como dote, o castelo de Vertaizon, um feudo do bispo de Clermont, Roberto da Auvérnia. Com Jarentone, teve três filhos e três filhas.
Por volta de 1196, entrou em disputa com o bispo Roberto pelo controle do castelo. Pons saiu derrotado e teve que partir ao exílio. Em 1199, porém, teve o castelo devolvido ao fazer as pazes com Roberto e com seu irmão, o conde Guy II da Auvérnia.
Poeticamente, sua vida, por Uc de Saint-Cirq, descreve-o como um gentil cavaleiro, belo, ornado de virtudes, mas avarento; que amava e escrevia à dama Azalais, esposa de Odilon de Mercuor e filha de Bernart d'Andusa, seu patrono. Foi citado no poema cavalher soisseubut, de Elias de Barjos, como modelo na preservação do gáudio poético.
É dito que amou a dama Azalais até o fim. E, após a morte dela, partiu à Terra Santa (provavelmente à Terceira Cruzada) e morreu lá. Mas este ocorrido é tido como folclórico, pois alguns documentos de Pontius são datados depois de 1200.
Composições: De Pons de Capduelh sobreviveram 26 canções, 4 com melodia, e mais 1 poema de atribuição duvidosa. São eles:
Cansos (canções):
Aissi m'es pres cum celui que cercan Astrucs es cel cui amors te jojos Ben es fols cel que reigna Ben sai que per sobrevoler Coras que.m tengues jauzen Ges per la coindeta sason Humils e francs e fis soplei ves vos Ja non er hom tan pros L'adregz solatz e l'aveinens compaigna L'amoros pensamenz Lejals amics cui amors te jojos Ma domna.m ditz qu'eu fatz orgoill Meills qu'om no pot dir ni pensar Per joi d'amor e de fis amadors Qui per nesci cuidar S'eu fis ni dis nuilla sazo Si com celui qu'a pro de valedors Si totz los gaugz e.ls bes Tan m'a donat fin cor e ferm voler Tant mi destrein uns desconortz qi.m ve Tuich dison q'el temps de pascor Us gais conortz me fai gajamen far
Canções de Cruzada:
Ar nos sia capdelhs e garentia En honor del pair'en cui es So qu'om plus vol e plus es voluntos
Descordo
Un gai descort tramet leis cui dezir
Planh (lamento)
De totz caitius sui eu aicel que plus
Bibliografia
Antoine, Thomas. L'identité du troubadour Pons de Chapteuil. In: Annales du Midi : revue archéologique, historique et philologique de la France méridionale, Tome 5, N°19, 1893. pp. 374-379 Aubrey, Elizabeth (1996). The Music of the Troubadours. Indianapolis: Indiana University Press. ISBN 0 253 21389 4. Poe, Elizabeth Wilson. “Old Provençal Escars / Escas: "Poor"? Reconsidering the Reputation of Pons de Capdoill.” Tenso 2 (1989): 37 - 58. ISSN 1944-0146. Categoria:Poetas Categoria:Cavaleiros
Categoria:Trovadores da Occitânia