Adorigo é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Adorigo do Município de Tabuaço, freguesia com 10,55 km² de área e 301 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de .
Adorigo é uma das freguesias nas encostas abrigadas e temperadas dos Vales do Douro, com quintas que há séculos produzem o vinho generoso mundialmente conhecido como Vinho do Porto. Nesta aldeia temos um exemplo de igreja com exterior sóbrio e um rico interior. Adorigo está na rota de um futuro roteiro do Barroco Tabuacense.
No lugar de S. Martinho pode-se ainda visitar a capela do santo homónimo, objeto de diversas obras ao longo dos séculos, o antigo forno comunitário ou admirar uma casa, no largo da Cruz, que já serviu de escola e que ostenta uma pedra de armas da família Cunha Coutinho.
Na estrada municipal 512 encontra-se o Miradouro de S. Luiz, proporciona vistas panorâmicas e privilegiadas sobre os montes vinhateiros e os olivais durienses, uma autêntica varanda para o Douro, aos seus pés a quinta de S. Luiz, que dá nome ao miradouro.
Demografia A população registada nos censos foi:
Distribuição da População por Grupos Etários Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos2001 60 51 212 972011 44 44 199 1102021 28 30 158 85
História Em 1747 Adorigo era um lugar do termo da vila de Barcos, distrito da Serra, Bispado e Comarca da Cidade de Lamego, na Província da Beira. A população era constituída por 37 vizinhos, situando-se num vale, de onde se descobria parte da Província de Trás-os-Montes e Penaguião.
Possuía igreja paroquial, erguida fora do local, mas acompanhada de algumas casas, sendo o seu orago Nossa Senhora de Condescende. A igreja tinha três altares: O maior, em que está o sacrário e a imagem da santa padroeira, e dois colaterais, o da parte da Epístola da invocação de Nossa Senhora do Rosário, e o da parte do Evangelho dedicado a São Sebastião. Além destes havia ainda outro no corpo da igreja, no qual ainda não se celebrava missa, estando nele colocada a imagem do Menino Jesus. O pároco era cura, cuja apresentação pertencia ao abade da vila de Barcos ou, na falta deste, ao cabido de Lamego, a quem tocava nas vacancias. Rendia este curato vinte e dois alqueires de trigo, vinte de centeio, vinte e dois almudes de vinho, e sete mil reis em dinheiro, tudo pago da massa da abadia da vila de Barcos, a cujas justiças reconhecia sujeição este lugar.
O terreno produzia trigo, centeio, vinho e azeite, mas pouco de tudo. O clima era um tanto frio, pelas vizinhanças da Serra do Marão, criando muita caça miúda por ser montuosa. Embora lhe corresse à vista o rio Douro, que a provia de peixe miúdo, a água era escassa, devido à distância que o separava das terras deste povoado. Havia neste sítio duas barcas, uma onde chamam a Fonte Santa, e outra no pégo de Valença, e neste limite se metia o rio Tedo no Douro, no sítio que chamavam o Penedo da Galharda.
Pertencia a esta freguesia o lugar de São Martinho, distante deste de Adorigo tanto como um tiro de mosquete.
Sobre esta freguesia, escreveu em 1915 o Dr. Luís Augusto de Freitas, antigo administrador do concelho (atual município) de Tabuaço, nas suas "Notas & Lendas":
Património Igreja de Adorigo Capela de Santo António, na Quinta do Souto Capela de São Martinho, no Povo de São Martinho Marcos graníticos n.ºs 94 e 95
Ligações externas
Categoria:Freguesias de Tabuaço