thumb|350px|Comparativo publicado em reportagem da Deutsche Welle, empresa pública de radiodifusão da Alemanha. O vídeo de Roberto Alvim como Secretário da Cultura foi veiculado em 16 de janeiro de 2020, quando Roberto Alvim era então o secretário especial da Cultura do Ministério do Turismo do Governo Jair Bolsonaro. No vídeo de caráter institucional, Alvim parafraseia trechos de um discurso feito a diretores de teatro em 1933 por Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha Nazista. O vídeo repercutiu mundialmente, sendo noticiado diversos veículos internacionais, como a estadunidense Time Magazine e a CNN Internacional, os ingleses The Guardian e BBC, o francês France 24, bem como o Art Newspaper, dentre tantos outros.
Características
Além de parafrasear Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, durante o vídeo em questão, a música de fundo era a ópera Lohengrin, de Richard Wagner, apreciada por Adolf Hitler, bem como a disposição do cenário e o discurso foram apontados como muito similares à estética empregada pela propaganda nazista. O vídeo divulgava um edital sancionado por Alvim no valor de 20 milhões de reais, e que foi cancelado após a exoneração do secretário. O edital subsidiaria produções de filmes, quadrinhos, peças e exposições de arte.
Citações
Reações do governo
O governo, inicialmente, declarou que não comentaria o episódio e Bolsonaro considerou manter Alvim no cargo, após este ter afirmado que a associação do vídeo com o nazismo teria sido mera coincidência. Diante da ampla repercussão negativa, no entanto, Alvim foi exonerado.
Reação de Roberto Alvim
thumb Alvim afirmou que apesar de a citação ter "origem espúria", as ideias refletidas no discurso são condizentes com o seu posicionamento e explicou que a filiação de Goebbels com o nacionalismo na arte é semelhante à sua, mas que não se pode depreender daí uma concordância sua com toda a parte espúria do ideal nazista. Mais tarde, declarou que desconhecia a origem da frase e que, se soubesse, jamais a teria empregado. Por outro lado, segundo funcionários de sua assessoria, o secretário tinha consciência da autoria da frase e das semelhanças estéticas do vídeo com a propaganda nazista. Posteriormente, Alvim declarou desconfiar de uma "ação satânica" no evento.
Repercussão O vídeo causou indignação da opinião pública. A Confederação Israelita do Brasil; o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia; o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre; e o embaixador israelense no Brasil, Yossi Shelley, pediram a demissão do secretário. O vídeo também recebeu manifestações de repúdio de outros políticos de diversos partidos, de ministros do Supremo Tribunal Federal, de jornalistas e de personalidades da classe artística.
Um ano depois do incidente, em janeiro de 2021, Alvim emitiu nota através da coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, classificando o discurso como o maior erro de sua vida, explicou que não viu qualquer conotação nazista nele e que jamais o teria pronunciado se conhecesse sua "origem nefasta". Alvim também declarou que havia deixado o Brasil sem intenções de retornar.
Ligações externas Time: Brazil's Culture Minister Fired After Quoting Joseph Goebbels In A Speech | TIME
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