Homem com H é um filme brasileiro de drama biográfico, dirigido e roteirizado por Esmir Filho. O longa é produzido pela Paris Filmes em parceria com a Paris Entretenimento e estreou em 1.º de maio de 2025 nos cinemas. O filme é baseado no livro Ney Matogrosso: A biografia, escrito por Julio Maria, e retrata a trajetória do cantor Ney Matogrosso, destacando sua vida pessoal e carreira.
Estrelada por Jesuíta Barbosa, a trama retrata a história do cantor desde a juventude no interior até os dias que o definiram como um dos maiores artistas brasileiros da atualidade. Caroline Abras, Hermila Guedes, Bruno Montaleone, Rômulo Braga e Lara Tremouroux completam o elenco. O filme foi o encerramento do 27.º Festival de Cinema Brasileiro de Paris, tendo sua estreia mundial em 6 de maio de 2025.
Foi o grande vencedor da 25ª edição do Prêmio Grande Otelo, realizada em 2026, ao conquistar seis dos dez prêmios aos quais estava indicado. A produção venceu nas categorias de Melhor Filme pelo Júri Popular, Melhor Ator (para Barbosa), Melhor Trilha Sonora, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Melhor Som.
Enredo O filme acompanha as diferentes fases da carreira do cantor Ney Matogrosso, desde sua infância, passando pela adolescência até a vida adulta. É uma jornada através do tempo que mostra um jovem de origem humilde que enfrenta preconceitos e se torna um dos artistas mais influentes da música brasileira. O longa acompanha sua passagem marcante pelo grupo Secos & Molhados, onde ganhou projeção nacional, e segue com o início da carreira solo.
Elenco Jesuíta Barbosa como Ney de Souza Pereira/Ney Matogrosso Caroline Abras como Yara Neiva Hermila Guedes como Beíta Bruno Montaleone como Marco de Maria Rômulo Braga como Antônio Lara Tremouroux como Regina Matogrosso Danilo Grangheia como Eugênio Matogrosso Pedro Zurawski como Sd. Araújo Mauro Soares como João Ricardo Jullio Reis como Cazuza Jeff Lyrio como Gérson Conrad Bruno Parmera como Luizinho André Dale como Gonzaguinha
Bilheteria Em seu fim de semana de estreia, Homem com H atraiu mais de 160 mil espectadores aos cinemas, alcançando a terceira posição nas bilheteiras brasileiras no período, atrás de Thunderbolts* e Um Filme Minecraft, com uma arrecadação de R$ 3,6 milhões. Um mês depois, já tinha passado de 600 mil espectadores.Brasil vende mais de 2 milhões de ingressos em fim de semana impulsionado por diferentes blockbusters
Recepção da crítica
O filme tem recebido críticas positivas, destacando-se especialmente pela atuação de Jesuíta Barbosa — considerada impressionante e transformadora — e pela abordagem sensível da vida de Ney Matogrosso.
Caio Coletti, do site Omelete, afirmou que Homem com H transmite grande sensibilidade, sobretudo na maneira como o diretor e seu parceiro de fotografia, Azul Serra, registram as performances musicais. Jesuíta Barbosa se entrega de forma notável à tarefa de traduzir a fisicalidade de Ney, dentro e fora do palco, de um modo que não apenas o evoca de forma convincente, mas também expressa uma dramaturgia sólida dentro do contexto específico do filme. Embora peque por não saber a hora de encerrar, Homem com H ainda conta uma bela história.
Aline Pereira, do AdoroCinema, concedeu 4 de 5 estrelas ao longa, destacando o acabamento sofisticado dos figurinos, a caracterização dos personagens principais e a estética vibrante dos cenários. Ela também elogiou a trilha sonora “fantástica”, ressaltando que as músicas são inseridas “em momentos oportunos que não apenas indicam em que fase da carreira o protagonista se encontra, mas também expressam a profundidade de seus sentimentos — como, às vezes, só uma boa música é capaz de fazer”.
Bruno Ghetti, da Folha de S.Paulo, concedeu 4 de 5 estrelas ao filme e comentou: "Biografias musicais tendem a aprisionar a trajetória dos protagonistas em estruturas narrativas muito parecidas e desgastadas. O longa de Esmir Filho também segue uma base convencional, mas se distingue em diversos aspectos das 'biopics' mais corriqueiras. Tem mais vibração, escolhas estéticas menos óbvias e uma maior constância de ritmo. O filme pulsa." Ghetti também elogiou a atuação de Jesuíta Barbosa, afirmando que o ator "demonstra segurança, ímpeto e crença em sua capacidade".
Naum Giló, do jornal Metrópoles, destacou: "Homem com H poderia facilmente se arrastar — mas não o faz. A produção conta com a bênção e a participação direta do próprio Ney, o que garante a veracidade de cada capítulo contado. E talvez seja isso que torne o filme tão envolvente: tudo ali pulsa verdade, liberdade e resistência". O crítico também elogiou a atuação de Jesuíta Barbosa, afirmando que ele entrega uma performance segura, que vai além da semelhança física: "Capta trejeitos, expressões e, sobretudo, o espírito indomado de Ney".
Marcelo Janot, do jornal O Globo, escreveu: "Bastam 30 segundos de qualquer imagem de arquivo de Ney Matogrosso no palco para cristalizar a percepção que ele deixou no imaginário coletivo nas últimas décadas. Reproduzi-lo ficcionalmente sem cair na caricatura seria, portanto, um desafio e tanto — e é aí que entra Jesuíta Barbosa. Sua interpretação antológica e comovente não encontra paralelos nas cinebiografias de músicos brasileiros. A intensidade com que se expressa, tanto com o corpo quanto com o olhar, é um convite irresistível a mergulharmos na alma do homem que move o artista". Janot ainda destaca que, embora Jesuíta não se arrisque a cantar, a decisão de manter as músicas na voz original — e inimitável — de Ney foi uma escolha acertada do diretor, permitindo que a genialidade do intérprete falasse por si só.
Prêmios e indicações AnoPremiaçãoCategoriaIndicaçãoResultado2025 Pipoca de OuroFilme do Ano Esmir Filho Melhor Roteiro AdaptadoMelhor AtorJesuíta Barbosa
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