O castelo de Doubaiazete (), castelo de Caracosse () ou fortaleza de Dariunque (, Dariunk’ berd) é um castelo armênio construído numa colina formada por rochas íngremes, alguns quilômetros a sudeste do centro do distrito de Doubaiazete, na província de Are, na Turquia.

Nome

O nome atual deriva de Baiazite, que foi introduzido pelo Império Otomano desde o . Propôs-se ser uma referência ao sultão otomano ou ao irmão do sultão jalaírida Amade Jalair , o príncipe Bajazeto. Apesar disso, é possível que surgiu de uma corrupção de alguma forma nativa armênia, haja vista a menção de "Berdene Biazti" (, Berdn Biazti) por Araquel de Tabriz a partir de uma cópia de 1451 do Haysmavurk (um livro litúrgico). De todo modo, antes do , era referida como Dariunque (, Dariunk’), Dareunque (, Dareunk’), Daroinque (, Daroynkʿ), Dareonque (, Dareonk’) etc. Ptolemeu chamou-a Terua (, Teroúa), de uma possível forma *Derua (, *Deroúa).

História

Vestígios arqueológicos de muralhas e relevos do confirmam que o sítio onde o castelo foi construído foi anteriormente utilizado como um assentamento do Reino de Urartu. A primeira menção à fortaleza em fontes armênias foi feita por Fausto, o Bizantino () em referência aos eventos do do Reino da Armênia. De acordo com o cronista, estava localizada no distrito (gavar) de Cogovita da província de Airarate. Foi utilizado como local seguro para armazenar parte do tesouro real da dinastia arsácida ao menos durante os reinados de , e Papa . É um ponto defensivo de difícil acesso e alega-se que foi uma das fortalezas mais fortes e inexpugnáveis da Armênia. Tácito, por exemplo, referiu-se a esse lugar, ao mencionar as tropas do general Córbulo que atacaram Artaxata, de "a entrara dos [montes] Tauro.

thumb|esquerda|upright=1.23|Vista lateral da fortificação e mesquita

Em 337, Cosroes III e o católico se esconderam ali quando o chefe nômade Sanatruces invadiu a Armênia. Em 368-369, as tropas do xainxá do Império Sassânida tentaram capturá-la sem sucesso. Em algum ponto desconhecido, quiçá no , foi adquirida pelos bagrátidas, que reconstruíram-na. No , e seu filho foram sepultados na fortaleza. Entre 685 e 688, construiu a Igreja do Salvador (Amenap’rkich’) e foi sepultado nela. No início do , ficou momentaneamente sob controle do emir sájida Iúçufe ibne Abi Açaje até sua conquista pelo rei . Em 1020, foi conquistada pelo Império Bizantino, mas rendida ao Império Seljúcida 50 anos depois. Tamerlão ocupou a ocupou brevemente. No início do , fazia parte dos territórios do Império Safávida na Armênia Ocidental, mas foi conquistada pelo sultão Solimão, o Magnífico no rescaldo de sua vitória na guerra de 1532–1555. No final do , Isaque Paxá a refortificou e construiu um muro alto. No , uma nova fortaleza foi construída sobre a construção original. Em 1735, tropas safávidas destruíram parte do assentamento, mas não tomaram a fortaleza.

Características

Segundo investigações arqueológicas realizadas no sítio, o castelo se configura numa construção armênia reutilizada e consiste em torres altas e arredondadas, alvenaria rústica, entradas deslocadas e planta irregular das paredes. Imediatamente abaixo do afloramento da fortaleza está a pequena Mesquita de Selim (antiga Igreja do Salvador).

Bibliografia

Categoria:Doubaiazete Categoria:Castelos da Turquia Categoria:Cogovita