Ave Maria é uma valsa lenta composta pelo paulista Erotides de Campos.

A valsa foi composta em 1924, quando o compositor estava residindo em Pirassununga. Na sua divulgação, Erotides de Campos usou parte de seu nome completo que ele não utilizava correntemente (Erotides Jonas de Campos Neves) como pseudônimo: Jonas Neves. Essa sua decisão tornou-se mais tarde um problema, pois a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, não reconhecendo Jonas Neves como pseudônimo de Erotides de Campos, reteve os direitos autorais sobre a composição, só corrigindo o equívoco em 1985, permitindo, então, que sua viúva recebesse esses direitos.

Ave Maria é um dos maiores clássicos da Música Popular Brasileira.

Andamento A composição, uma valsa lenta (ou valsa-serenata, conforme consta na partitura) tem sua primeira parte toda escrita (e tocada) em eneassílabos com ritmo de trímetro anapéstico:

A composição poética muda na segunda e na terceira partes, mantendo o ritmo de valsa lenta, chorosa.

Interpretações Ave Maria, criada em 1924, foi interpretada em 1926 por Pedro Celestino.

Nos anos que se seguiram, a composição foi difundida por todo o Brasil, caindo no gosto do povo, que a cantava, e sendo interpretada (em voz ou instrumental) por:

Cantada Augusto Calheiros (1939 e 1947); Alvarenga e Ranchinho (1941); Francisco Alves (1947); Silvio Caldas; Carlos Galhardo (1960); Roberto Silva (1961); Nenete e Dorinho (1961); Albertinho Fortuna (1962); Francisco Petrônio Agnaldo Rayol Inezita Barroso; Caco Piccoli

Instrumental Arthur Moreira Lima (piano) Priscila Rato e André Mehmari (violino e piano)

Categoria:Valsas Categoria:música antiga do Brasil Categoria:Canções de 1924 Categoria:Canções do Brasil