O Soneto 153 faz parte dos 154 Sonetos de Shakespeare. Faz um dueto, juntamente com o Soneto 154, que aborda temas eróticos, falando sobre Cupido e as ninfas.

Estrutura Como ocorre com os sonetos de Shakespeare, sua estrutura repousa em um modelo de soneto, o soneto inglês, com esquema rímico característico de 3 quartetos e um dístico, ABAB CDCD EFEF GG.

Seu ritmo repousa sobre versos decassílabos, em pentâmetro iâmbico, como quase todos os outros sonetos da série.

Sinopse Este soneto usa uma antiga parábola para demonstrar que o fogo do amor é inextinguível. Ele continua argumentando que somente os olhos da amante podem curar o poeta.

O fato de os sonetos 153 e 154 parecerem partes de um tema, diferenciando-os dos anteriores, fez alguns autores suspeitarem de que não são de Shakespeare. Eles são anacreônticos, tratando dos temas de amor, vinho e música, em imitação do poeta grego Anacreonte e seus epígonos.

Esses dois sonetos, que podem ser considerados apêndices da história do soneto anterior, não tocam em nenhum dos principais temas dos sonetos. Eles se afastam da narrativa descrita pelos sonetos da lista, até então e, em vez disso, se baseiam em mitos gregos antigos.

No Soneto 153, depois que Cupido, deus do amor, adormece, uma "empregada de Dian" rouba o "fogo que acende o amor" de Cupido e o extingue em uma fonte de vale dourado. À medida que a fonte absorve o calor do fogo, a água atua como uma poção curativa para "doenças estranhas" — por exemplo, a doença do amor. No entanto, o poeta encontra a melhor cura para sua paixão nos olhos de sua amante.

Traduções Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta A tradutora usa uma tradução quase literal, sem se ater a métrica, ritmo nem rima, presentes no soneto original.

Tradução de José Arantes Júnior O tradutor, à sua maneira, preferiu dar forma plástica, não obedecendo a esquema rítmico de pentâmetro iâmbico nem a métrica de versos decassílabos, optando por usar 36 caracteres por verso, que, na utilização de fonte monoespaçada, mostra uma forma plástica. Manteve, no entanto, o esquema rímico de 3 quartetos e um dístico, ABAB CDCD EFEF GG, acrescentando-lhe um título.

Tradução de Milton Lins A tradução, mantendo o esquema rímico do soneto inglês (ABAB CDCD EFEF GG), fugiu do verso decassílabo, mostrando o soneto como um dodecassílabo alexandrino, em sua maior parte num ritmo de hexâmetro iâmbico, mas não em toda a composição. E não seguiu o ritmo holístico esperado no caso.

Tradução de Paulo Camelo Construção de um soneto inglês em decassílabo pentâmetro iâmbico, rimas ABAB CDCD EFEF GG, regido pelo ritmo holístico.

Categoria:Sonetos de William Shakespeare