Geraldo de Oliveira (Bonito, – Surubim, ) foi um sacerdote que cometeu suicídio dentro da igreja onde era vigário.

O Padre Geraldo foi encontrado morto dentro da igreja de São Sebastião, em Surubim, onde era vigário.

Vida Nascido em Bonito, Pernambuco, o padre exercia o sacerdócio havia 50 anos, os primeiros 23 anos com atuação na Diocese de Caruaru e os últimos 27 anos na Diocese de Nazaré da Mata.

Obras Religioso desde 1972, residia na cidade de Surubim havia 27 anos. Antes exerceu sua função nas cidades de Agrestina e São Caetano.

As marcas fortes de atuação do sacerdote eram as obras sociais, com a construção de residências em alguns municípios da região onde atuava. Realizava, também, de forma permanente, campanhas para doação de cestas básicas, colchões e roupas.

Mesmo aposentado das funções, ainda exercia essas ações sociais e ainda celebrava missas. A sua última missa foi no dia 31 de janeiro, quando, pedindo ao sacristão que fechasse as portas da igreja, permaneceu no seu interior.

Morte Após a celebração da missa habitual, o sacerdote solicitou que o sacristão fechasse a igreja e permaneceu no seu recinto.

Funcionários da igreja São Sebastião, em Surubim, onde o padre Geraldo era vigário, encontraram o corpo do sacerdote. Recostado entre dois bancos da igreja, com uma almofada, ao seu lado foi encontrada uma bolsa com uma corda e também embalagem vazia de veneno, conhecido por chumbinho. O padre deixou uma carta de quatro páginas, presa no peito com uma fita adesiva, assinada com a data de 1 de fevereiro de 2022, na qual expunha divergências com dois padres da Paróquia.

A polícia, desde o início, trabalhou com a hipótese de suicídio.

A carta A carta deixada pelo padre, com quatro páginas, era dirigida ao padre Severino Correia da Silva e à comunidade, relatando rivalidades, divergências, agressões leves, discriminação e mágoas, motivos isolados sem maior gravidade, insuficientes para conduzirem o sacerdote a esse ato drástico.

Uma cópia foi entregue a uma sobrinha residente em São Caetano, que informou que seu tio lhe tinha entregado a carta no final de dezembro, com orientação expressa para que fosse encaminhada ao bispo de Nazaré da Mata, Dom Francisco, no dia 31 de janeiro.

Repercussão O padre Geovane Saraiva, da Arquidiocese de Fortaleza, sentindo o peso e a repercussão do caso, publicou uma crônica-depoimento, onde disse:

Dom Milton Kenan, bispo de Barretos – SP, disse:

Também o Padre Olegário Melo, de Cametá, Pará, também assim se pronunciou:

Categoria:Padres de Pernambuco Categoria:Naturais de Bonito (Pernambuco) Categoria:Sacerdotes suicidas Categoria:Padres católicos do Brasil Categoria:Suicidas do Brasil