Geotrigona aequinoctialis, popularmente conhecida como mombuca, marmelada-amarela ou abelha-sem-ferrão, é uma espécie de abelha da subfamília dos apíneos (Apinae), endêmica da América do Sul e distribuída em áreas florestadas. Foi descrita por Adolpho Ducke em 1925.
Nome
O nome popular abelha-sem-ferrão, que se comporta como sinônimo de abelha-da-terra, é comum de algumas espécies de apíneos. Mombuca, também registrado como mumbuca, mombucão ou mumbucão, deriva do tupi mu'mbuka como nome comum de abelhas da família dos meliponídeos. O nome genérico Geotrigona faz referência ao hábito das espécies desse grupo nidificarem em cavidades no solo.
Taxonomia
Geotrigona aequinoctialis foi descrita sob o sinônimo Melipona subterranea aequinoctialis por Adolpho Ducke em 1925 na publicação Die stachellosen Bienen (Melipona) Brasiliens, Nach morphologischen und ethologischen Merkmalen geordnet. A localidade-tipo fornecida foi o estado do Pará, no Brasil. Seu lectótipo é MZUSP 103589 e seu paralectótipo é MZUSP 103579.
Descrição
A operária de Geotrigona aequinoctialis tem corpo de 5 a 5,4 milímetros de comprimento e a cabeça com 2,44 milímetros de largura. Sua coloração é preto brilhante. As espécies de seu gênero possuem metassoma curto, quase tão largo quanto o mesossoma, achatado dorsoventralmente. A margem retrodorsal da metatíbia da operária geralmente possui poucas cerdas plumosas, a maioria com apenas dois a seis ramos dispersos, não concentrados nos ápices. A margem apical da metatíbia é arredondada, unindo-se de forma contínua à curva distal superior, que é amplamente arredondada e não se projeta em ângulo ou dente distinto antes do ângulo superior; a margem apical é reta ou fracamente côncava. Não há manchas amarelas no tegumento. A nervura M da asa anterior é escura quase até a margem. Os discos do esterno metassômico apresentam cerdas abundantes, eretas, algumas com ápices curvos.
Distribuição e habitat
Geotrigona aequinoctialis é endêmica do Brasil e ocorre nos estados do Ceará (Baturité, Caririaçu, Guaramiranga e Ubajara), Pará (Belém e Cumaru do Norte) e Maranhão (Alcântara, Barra do Corda, Buriticupu, Maranhão, São Luís e São Raimundo das Mangabeiras), nos biomas da Caatinga, Cerrado e Amazônia. Em termos hidrográficos, ocorre nas sub-bacias do Gurupi, do Itapecuru, do Jaguaribe, do litoral do Ceará e Piauí, do Mearim, do Alto Parnaíba, do Baixo Tocantins e do Xingu. Habita áreas florestadas.
Conservação
Em 2018, Geotrigona aequinoctialis foi classificada como pouco preocupante (LC) no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A espécie aparenta ser bastante rara. Embora possua ampla distribuição e diversos registros, todos são antigos, datando de 1982, 1983 e 1992. As principais ameaças à sua sobrevivência são a destruição e a perda de habitat. A região onde ocorre está altamente fragmentada, com os remanescentes florestais isolados por vastas áreas destinadas à agropecuária e à urbanização. Ao longo de sua área de distribuição ocorre em algumas áreas de conservação: Floresta Nacional de Carajás (Flona Carajás), o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos (PARNA dos Campos Ferruginosos), a Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (APA das Reentrâncias Maranhenses) e a Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Boa Esperança (RPPN Fazenda Boa Esperança).
Ligações externas
Observações de Geotrigona aequinoctialis no iNaturalist
Categoria:Insetos descritos em 1925 Categoria:Apídeos da Amazônia Categoria:Apídeos do Cerrado Categoria:Apídeos da Caatinga Categoria:Apídeos do Ceará Categoria:Apídeos do Maranhão Categoria:Apídeos do Pará Categoria:Espécies citadas no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção Categoria:Geotrigona