Novo Estádio do Flamengo é um estádio de futebol em planejamento e construção na região do Gasômetro, no bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro, Brasil. A futura casa do Clube de Regatas do Flamengo tem prazo mínimo de inauguração para junho de 2036 e contará com capacidade, prevista, para torcedores.
Planejamento Em junho de 2024, a Prefeitura do Rio de Janeiro desapropriou oficialmente o terreno destinado à construção do novo estádio. O terreno, que pertencia à Caixa Econômica Federal (CEF), foi arrematado pelo clube em leilão, com o pagamento finalizado em 169 milhões de reais.
O espaço está localizado próximo ao Terminal Intermodal Gentileza, o que promete facilitar o acesso de torcedores e impulsionar o comércio local.
Em 16 de abril de 2025, o clube anunciou a contratação de três empresas especializadas para estudos técnicos detalhados do terreno do Gasômetro sob a coordenação da Arena Events + Venues (Arena e+v), responsável pelo projeto básico arquitetônico. A análise da contaminação do solo, o mais complexo, será conduzida pela Aecom e terá a responsabilidade de investigação ambiental, atualização de avaliação de riscos e por definir a estratégia de descontaminação, assim como levantar os custos e prazos necessários para a execução dessa etapa. Já os levantamentos de dados geotécnicos ficará a cargo da Soloteste e será responsável por melhor subsidiar os cálculos estruturais, a definição da tipologia e refinamento dos custos de fundações do estádio. A terceira empresa, a JDS, fará as análises topográficas, avaliando o impacto sobre a vegetação e identificando eventuais ações de remediação e compensação ambiental que possam ser exigidas pelos órgãos competentes. A estimativa é que esta fases de estudos leve até seis meses.
Em 29 de agosto de 2025, o Flamengo comunicou que permanecerá com o terreno do Gasômetro, providência que foi formalizada em termo de compromisso com a anuência do Município, hoje pela manhã, no Palácio da Cidade. O Clube seguirá, portanto, com os estudos de viabilidade e desenvolvimento do projeto, etapa essencial para garantir sua realização futura. Esses estudos, iniciados há pelo menos oito meses pela atual gestão do Flamengo, promoveram avaliações técnicas e econômicas, conduzidas por empresas e consultorias especializadas, tais como a FGV, Arena Venues + Events, Soloeste Engenharia Ltda. e AECOM.
Em razão da necessidade de seu aprofundamento, foi também acordado entre as partes a prorrogação dos prazos necessários à execução do projeto, bem como ajustes de obrigações, assegurando segurança jurídica e plena continuidade da iniciativa.
Em 17 de setembro de 2025, o Flamengo anunciou que a previsão para a inauguração do estádio foi adiado para junho de 2036. O adiamento do prazo foi devido a um diagnóstico técnico detalhado que revelou inconsistências graves no projeto original. Como resultado, as obras só poderiam começar em seis a sete anos, com mais três anos de construção, adiando a entrega para julho de 2036. O clube priorizou a sustentabilidade financeira e técnica para evitar riscos maiores.
Em 20 de dezembro de 2025, foi anunciado que o Conselho Curador do FGTS deu parecer favorável ao Termo de Conciliação relativo ao reequilíbrio econômico-financeiro da desapropriação do terreno do Gasômetro. Com essas negociações, o Flamengo obteve a posse do local onde planeja construir seu futuro estádio. A decisão saiu no dia 18 de dezembro. Embora o acordo tenha sido firmado no ano passado, a minuta passou por ajustes técnicos em setembro. Essas mudanças estabeleceram que o clube pagará um adicional de R$ 23,6 milhões, divididos em cinco parcelas anuais com a devida correção monetária.
Características O projeto prevê um estádio com 60 metros de altura, equivalente a um prédio de 20 andares. Será mais alto que estádios tradicionais como o Maracanã (32 metros), o Santiago Bernabéu (45 metros) e o Camp Nou (48 metros).
Mesmo com a estrutura verticalizada, a arquibancada mais distante ficará 10 porcento mais próxima do gramado do que no Maracanã, com a cadeira mais distante a 190 metros do campo.
Além do futebol, o projeto inclui infraestrutura adaptada para receber partidas da National Football League (NFL), com vestiários maiores e estrutura de acessibilidade aprimorada.
O estádio contará também com um mastro para um bandeirão de 50 metros, como símbolo da presença do Flamengo no local.
Financiamento O custo previsto para a construção do estádio é de aproximadamente três bilhões de reais, o que o tornaria o estádio mais caro do Brasil em termos absolutos e atualizados pela inflação.
Para viabilizar o projeto, o Flamengo contará com receitas de naming rights (estimados em 1,5 bilhão de reais por 20 anos) e negociações de potencial construtivo da Gávea.
Em 17 de setembro de 2025, o Flamengo apresentou os resultados dos Estudos de cinco empresas, com apoio da FGV e da Arena, apontaram que o custo real seria de R$ 3,1 bilhões (incluindo custo de capital), contra R$ 1,9 bilhão estimados inicialmente. Além disso, as receitas foram infladas, como ingressos médios de R$ 195,44 (irreal para o público rubro-negro) e patrocínios excessivos, com as Certificações de Potencial Adicional de Construção (CPACs) revisadas de R$ 552 milhões para R$ 194 milhões.
Impacto econômico Estudos da Prefeitura do Rio de Janeiro estimam que o novo estádio poderá movimentar cerca de 5,3 bilhões de reais na economia carioca em 10 anos, considerando gastos com ingressos, transporte, bares e restaurantes.
O projeto também visa a revitalização urbana da região do Gasômetro, aquecimento do comércio local e geração de centenas de novos empregos.
Categoria:Estádios de futebol da cidade do Rio de Janeiro Categoria:Estádios utilizados pelo Clube de Regatas do Flamengo