Marginália é uma coleção póstuma de artigos e crônicas de Lima Barreto. Foi publicada em 1953 pela editora Mérito e Gráfica Editora Brasileira, e posteriormente reeditada pela Editora Brasiliense em 1956.

Durante as crônicas, Lima Barreto expõe seu estranhamento e sua profunda discordância com a vida no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século Século XX. À época, o Rio de Janeiro era a capital federal. "Minha alma é de bandido tímido" escreve Lima Barreto. É uma frase marcante para toda a literatura marginal e anticapitalista brasileira.

Um trecho da crônica "A biblioteca" foi citada na abertura do livro "Abraçado ao meu Rancor" de João Antônio.

Edições A primeira edição da obra foi dividida em três partes: Marginália, composta de 23 crônicas; Impressões de Leitura, composta de 27 artigos; e Mágoas e Sonhos do Povo, composta de 11 crônicas. Na edição de 1956, estas duas últimas seções foram movidas: Impressões de Leitura ganha um volume à parte, e Mágoas e Sonhos do Povo foi movida para o volume Coisas do Reino do Jambon. Já Marginália é expandida: totaliza nesta edição 101 crônicas. Esta edição do livro também contém 5 contos e duas peças de teatro.CAMARGO, Áureo Joaquim. A bagatelização da literatura de Lima Barreto: análise do legado editorial do escritor. 2015. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual Paulista (UNESP).

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