O Pelourinho de Alcântara, localizado em frente às Ruínas da Igreja Matriz de São Matias, compõe o conjunto arquitetônico da praça de mesmo nome, em Alcântara, Maranhão. O pelourinho era símbolo da ordem e da vigência de poder. De acordo com Andrade (2022), o pelourinho garantia legitimidade à publicação de éditos e ordens régias, além de qualquer outra notícia ou ação de natureza pública. Contudo, foram os suplícios e castigos que tornaram os pelourinhos famigerados em praticamente todos os lugares que foram erguidos. Com a abolição da escravatura, o mesmo foi retirado e escondido, sendo tempos depois descoberto seu paradeiro.Pflueger (2002) relata que em 1889 o pelourinho havia sido enterrado na praça e dividido em pedaço. O resgate foi possível graça a indicação de uma ex-escrava de nome Calu. Com isso, os irmãos maranhenses Osvaldo e Durval Soares, membros do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB-MA), reergueram o mesmo por na Praça da Matriz por ocasião do tombamento da cidade. Com isso, o mesmo foi fincado de volta no seu local de origem. De acordo com Andrade (2022), esse foi um dos poucos pelourinhos que sobreviveram ao tempo no Brasil.
Leituras adicionais PFLUEGER, G. De Tapuitapera a Villa D' Alcântara: composição urbana e arquitetônica de Alcântara no Maranhão. Pernambuco, 2002. 139 p. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Urbano) Universidade Federal de Pernambuco. ANDRADE, Francisco. De símbolos da opressão a padrões da liberdade: a preservação de pelourinhos coloniais e o apagamento da memória da escravidão (sécs. XVI-XX). Revista de História, São Paulo, n. 181, p. 1–37, 2022.
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