O Prêmio Luiza Mahin é uma premiação anual oferecida pela Coordenação de Promoção da Igualdade Racial, da Prefeitura Municipal de São Paulo, em 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. É dedicado a mulheres comprometidas com a valorização da cultura negra, que são indicadas por entidades ou redes femininas negras com atuação na cidade de São Paulo.

Seu nome foi homenagem a Luiza Mahin, revolucionária do período colonial do Brasil, símbolo de resistência negra no país.

História O Prêmio foi idealizado em 19 de julho de 2007, pela Lei n° 14.636, e instituído em 14 de abril de 2011, pelo Dedreto nº 52.242. A cada ano, "elege 7 mulheres negras comprometidas com a valorização da cultura negra, a inclusão social e a luta antidiscriminatória", que recebem um diploma e uma estatueta de natureza simbólica, com 20 cm de altura, feita de bronze, em base de madeira, de autoria de Maurício Pestana. As homenageadas ainda assinam o “Livro Tombo de Registro do Prêmio Luiza Mahin”, que está sob custódia da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.Prefeitura do Município de São Paulo. Edital Nº 003 / 2024 / SMDHC / CPIR. 2024.

As mulheres candidatas ao prêmio são indicadas por entidades ligadas ao movimento feminino negro e às redes sociais femininas negras que tenham atuação na cidade de São Paulo. As entidades e redes proponentes são responsáveis por apresentar dados completos e justificativas para o recebimento da premiação.

As honrarias são entregues pelo Prefeito da cidade de São Paulo ou por delegação da Secretaria Municipal de Participação e Parceria, em cerimônia pública, preferencialmente, no dia 25 de julho de cada ano.

Luiza Hahin Luiza Mahin, provavelmente nascida na primeira metade do século XIX (possivelmente em 1812), foi uma revolucionária do período colonial do Brasil, símbolo de resistência negra no país. Descrita por seu filho Luís Gama, Era mui bela e formosa, Era a mais linda pretinha, Da adusta Líbia rainhaIn: SILVA, Júlio Romão da (Org.). Luiz Gama e suas poesias satíricas. 2 ed. Rio de Janeiro: Cátedra; Brasília: INL, 1981. p. 201-203. , e mesmo sem registros documentais, enquadra-se como uma personagem evidenciada na luta e resistência na sociedade escravista. O fato de não haver muitos documentos concretos acerca de Luíza Mahin fez com que, por muito tempo, estudiosos se questionassem sobre a veracidade de sua participação em revoltas de resistência.GONÇALVES, Aline Najara da Silva. Porque Luiza Mahin Existe. In: ____. Luiza Mahin: uma africana no Brasil. 1ª ed. Rio de Janeiro: CEAP, 2011. p. 58-60. No entanto, nas primeiras décadas do século XXI a historiografia brasileira vem avançando e progredindo em compreender o papel de mulheres como Luiza na História do Brasil.GONÇALVES, Aline Najara da Silva (2010). Luiza Mahin entre a ficção e a história. Dissertação (Mestrado em Estudo de Linguagens) – Universidade do Estado da Bahia, Salvador.

Luiza esteve envolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX. De seu tabuleiro, eram distribuídas as mensagens em árabe, por isso, espalhava a mensagem da revolta por onde passava, tendo um papel importante na circulação de informações confidenciais durante esse processo, através dos meninos que pretensamente com ela adquiriam quitutes. Desse modo, esteve envolvida na Revolta dos Malês (1835) e na Sabinada (1837-1838). Sua casa foi transformada no quartel general destas revoltas.

Homenageadas +AnoNomeProfissãoRef.2024Elisabeth Belisáriocientista social, atua no ponto de cultura e espaço cultural Ilú Obá De Min2024Heloisa Pires Limaescritora e consultora2024Ingred Merllin Batista de Souzacofundadora do Coletivo Núcleo Ayé2024Josineide Jesus dos Santos Carvalho (Josy Asca)pedagoga, professora de educação infantil2024Maria Izabel Neivacineasta2024Regina Lúcia dos Santoseducadora para relações étnico-raciais2024Sonia Guimarãesfísica e pesquisadora2023Marielen Silva Albuquerquemédica veterinária e cofundadora do Coletivo AFROVET2023Ana Cristina de Souzaassistente social, coordenadora de Políticas para Mulheres2023Geralda Marfisaenfermeira e fundadora do Instituto Cultural Marfisafrosua2023Tatiane Santospedagoga, consultora e mentora antirracista2023Priscila Rodrigues de SouzaCEO da ONG Bem da Madrugada2023Rosa Maria Tavares Andradebióloga, locutora televisiva, professora de genética humana2023Silvia Cibeleorganizadora e idealizadora de eventos2022Adriana Vasconcellosassessora parlamentar2022Aline Torresgestora de projetos culturais2022Egbonmy Conceição Reiscoordenadora do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro Brasileira2022Fernanda de Paulaex-presidente da Unegro2022Márcia Portocirurgiã-dentista, especialista no atendimento a pacientes com necessidades especiais2022Maria Aparecida de Laiapsicóloga, Assistente Social2022Maria Célia Malaquiaspsicóloga, psicoterapeuta, psicodramatista didata supervisora2021Ednusa Ribeiro administradora, especializada em gêneros e etnias2021Luiza GuerinoMãe Luiza presta serviços sociais para as comunidades2021Maria de Lourdes Reis da Silvapsicologia, psicoterapia e gestão cultural2021Maria Aparecida Pintopsicóloga, terapeuta, pós-graduada em História da África e do Negro no Brasil2021Martha de Oliveira Bragaformada em Língua e Literatura Portuguesa2021Rosélia Abadia da Silvaatua em periferias e redes sociais2021Solange Cruz Bichara Rezendepalestrante e presidente do G.R.C.E.S. Mocidade Alegre2020Ana Beatriz Prudente Alckmincriadora do primeiro Curso de Empreendedorismo Cultural para Mulheres2020Diva Gonçalves Zitto Miguel de Oliveiraadvogada, Conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo2020Eliana Ferreira Costa PaixãoMãe Nãna de Yemanjá, Iyalorisa do Ilé Ìyá Ódò Àse Alàáfin Oyó2020Flavia Siqueira Dinizfundadora do projeto sociocultural Coletivo Resenha das Pretas2020Maria Aparecida de Souza Costa Silvarealizadora da Noite Odara2020Sônia Aparecida dos Santosativista internacional, coordenadora do Movimento Negro Unificado2020Valdete Ferreira dos Santosenfermeira sanitarista e epidemiologista201920182017201620152014201320122011Ana Maria Araújo Santosmãe Ana de Ogum, filha-de-santo de mãe Simplícia de Ogum2011Fanta Konatefundadora da ONG África Viva e do Instituto Famodou Konatê2011Luislinda Dias de Valois Santosprimeira mulher negra a entrar para a magistratura no Brasil2011Mafoane Odara Poli Santoscoordena o Geração Muda Mundo2011Petronilha Beatriz Gonçalves e Silvaprofessora titular de ensino-aprendizagem e relações étnico-raciais2011Sonia Maria Pereira Nascimentoadvogada, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra2011Theodosina Rosário Ribeiroprimeira mulher negra a se eleger pela Câmara Municipal de São Paulo

Luiza Mahin Categoria:Igualdade de gênero Categoria:Cultura da cidade de São Paulo