Esta é uma lista de pesquisas eleitorais para a eleição estadual de 2026 no estado de São Paulo. Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados abaixo em ordem cronológica reversa. Todas os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.
Contexto
As pesquisas eleitorais realizadas em São Paulo em 2026 apresentaram elevado volume, diversidade de institutos e diferentes métodos de coleta e financiamento. O estado, que possui o maior eleitorado do país, foi objeto de levantamentos específicos para o governo estadual e para o Senado, além de integrar pesquisas nacionais sobre a eleição presidencial. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) passou a divulgar, ao longo do ano, consolidações dos registros disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto o próprio TSE mantém os dados das pesquisas eleitorais em sua base pública, com atualização diária.
A quantidade de levantamentos realizados em São Paulo foi acompanhada pela presença de numerosos institutos. Entre os responsáveis por pesquisas estaduais ao longo do primeiro e do segundo semestre estiveram Datafolha, Quaest, Paraná Pesquisas, Real Time Big Data, AtlasIntel, Vox Brasil, Veritá e outros institutos. A diversidade de empresas permitiu que o cenário eleitoral paulista fosse acompanhado por métodos e planos amostrais diferentes.
Os levantamentos utilizaram tamanhos de amostra distintos. A pesquisa Datafolha realizada em agosto ouviu 1.610 eleitores em 65 municípios paulistas, enquanto o Paraná Pesquisas entrevistou 1.680 pessoas em 79 ou 80 municípios, dependendo do levantamento. A Quaest utilizou 1.650 entrevistas em sua pesquisa de abril, e a Vox Brasil realizou levantamento com 1.480 entrevistados em junho.
A pesquisa Datafolha realizada entre 18 e 21 de agosto entrevistou 1.610 eleitores em 65 cidades do estado, utilizando abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro foi de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob os números SP-01806/2026 e BR-07185/2026.
O Paraná Pesquisas realizou levantamentos estaduais utilizando entrevistas presenciais. A pesquisa registrada sob o número SP-04624/2026 ouviu 1.680 eleitores em 79 municípios entre 25 e 28 de julho, com margem de erro de 2,4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado como financiado com recursos próprios e teve custo declarado de R$ 50 mil.
Outro levantamento do Paraná Pesquisas, registrado sob o número SP-08913/2026, entrevistou 1.680 eleitores em 80 municípios paulistas entre 16 e 18 de agosto. O estudo também foi financiado com recursos próprios e apresentou margem de erro de 2,4 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa da Quaest realizada em abril utilizou 1.650 entrevistas presenciais e apresentou margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento fazia parte de uma série de pesquisas estaduais realizadas pelo instituto e incluiu diferentes cenários para a disputa pelo governo paulista.
A Vox Brasil também realizou pesquisas estaduais em São Paulo. O levantamento registrado sob o número SP-08939/2026 entrevistou 1.480 pessoas entre 25 e 27 de junho de 2026 e teve nível de confiança de 95%. O instituto realizou ainda outras pesquisas no estado durante o ano, algumas abrangendo simultaneamente as disputas para governador, senador e deputado.
A diversidade metodológica foi acompanhada por diferenças na modalidade de coleta. A pesquisa Datafolha de agosto utilizou questionário estruturado e abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional, enquanto outras empresas utilizaram entrevistas presenciais distribuídas por municípios selecionados segundo seus respectivos planos amostrais. O Tribunal Superior Eleitoral exige que essas informações sejam registradas e disponibilizadas para consulta pública.
A existência de pesquisas realizadas em períodos próximos permitiu comparar metodologias diferentes. Em julho, por exemplo, a Quaest realizou sua pesquisa estadual entre os dias 21 e 28, conforme o estado pesquisado, enquanto o Paraná Pesquisas realizou levantamento paulista entre 25 e 28 de julho. Em agosto, o Datafolha realizou sua coleta entre 18 e 21 e o Paraná Pesquisas entre 16 e 18. Assim, levantamentos divulgados com poucos dias de diferença não necessariamente representam exatamente o mesmo momento do eleitorado.
As diferenças metodológicas também aparecem na quantidade de municípios pesquisados. O Datafolha entrevistou eleitores em 65 cidades em agosto, enquanto o Paraná Pesquisas utilizou 79 municípios em julho e 80 em agosto. A quantidade de municípios, isoladamente, não determina a representatividade de uma pesquisa, que depende do conjunto do plano amostral, da seleção das localidades, da distribuição das entrevistas e dos procedimentos de ponderação.
O financiamento constituiu outro elemento relevante do conjunto de pesquisas paulistas. Alguns levantamentos foram contratados por veículos de comunicação ou instituições financeiras, enquanto outros foram registrados como realizados com recursos próprios dos institutos. O Paraná Pesquisas, por exemplo, declarou recursos próprios em levantamentos estaduais de São Paulo, com custo declarado de R$ 50 mil em pesquisa registrada em julho.
O fenômeno do autofinanciamento foi observado em escala nacional em 2026. Dados do TSE analisados pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa indicaram que uma parcela expressiva das pesquisas registradas no país foi declarada como financiada com recursos próprios dos institutos. Reportagem da Folha de S.Paulo identificou 58 empresas que haviam registrado pesquisas autofinanciadas entre janeiro e 17 de junho.
Segundo levantamento divulgado em julho, São Paulo era o segundo estado brasileiro em número de pesquisas financiadas pelos próprios institutos, atrás apenas de Goiás. A análise, baseada nos registros do TSE, apontou que os levantamentos autofinanciados constituíam parcela significativa das pesquisas realizadas no estado.
A discussão sobre pesquisas autofinanciadas envolveu principalmente questões relacionadas à transparência e à dimensão dos valores declarados, e não à possibilidade de um instituto realizar pesquisa com recursos próprios. A legislação eleitoral admite levantamentos de iniciativa dos próprios institutos, desde que cumpridas as exigências de registro e divulgação estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
Os custos das pesquisas paulistas variaram de acordo com o instituto, o tamanho da amostra, o método e o contratante. O levantamento do Paraná Pesquisas de julho, por exemplo, teve custo declarado de R$ 50 mil. Em contraste, pesquisas de grandes institutos nacionais podem alcançar valores superiores a R$ 100 mil. Levantamento baseado nos registros do TSE mostrou que os custos de pesquisas eleitorais variam amplamente entre as empresas, de acordo com o desenho e a abrangência do estudo.
O Datafolha realizou em agosto uma pesquisa que combinou a disputa pelo governo de São Paulo com a disputa pelo Senado. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, tendo sido registrado tanto para a disputa estadual quanto para a pesquisa presidencial nacional.
A disputa pelo Senado também produziu pesquisas específicas. O Paraná Pesquisas entrevistou 1.680 eleitores paulistas em julho para avaliar as duas vagas disponíveis, enquanto a Vox Brasil realizou levantamento com 1.480 entrevistados em junho. Os questionários utilizaram diferentes conjuntos de candidatos e cenários, de modo que os resultados devem ser comparados levando em consideração as respectivas metodologias.
O fato de cada eleitor escolher dois candidatos ao Senado também produziu diferenças na apresentação dos resultados. Alguns levantamentos permitem a indicação de até dois nomes, enquanto outros apresentam cenários específicos. A pesquisa do Paraná Pesquisas de junho, por exemplo, informou que cada entrevistado poderia citar até dois candidatos para as duas vagas disponíveis.
A realização de pesquisas nacionais com recortes estaduais acrescentou outro conjunto de dados ao mercado paulista. O Datafolha, por exemplo, realizou pesquisa presidencial em agosto com 6.132 entrevistados distribuídos por cinco unidades da Federação, entre elas São Paulo, permitindo a divulgação de resultados específicos sobre a avaliação do governo federal e a disputa presidencial no estado.
A presença de São Paulo em pesquisas presidenciais também decorre do peso eleitoral do estado. Os levantamentos nacionais frequentemente utilizam amostras específicas para o estado ou para a região Sudeste, permitindo analisar o comportamento do eleitorado paulista separadamente do resultado nacional.
A sucessão de pesquisas ao longo do ano também produziu séries de levantamentos para a disputa estadual. Datafolha, Quaest, Paraná Pesquisas, AtlasIntel e Real Time Big Data realizaram pesquisas em diferentes períodos, desde os primeiros meses do ano. A repetição dos levantamentos permitiu observar a evolução do cenário eleitoral ao longo do período pré-eleitoral, embora cada pesquisa tenha utilizado diferentes períodos de campo, questionários e métodos de amostragem.
No início do ano, por exemplo, Datafolha e Real Time Big Data realizaram pesquisas envolvendo o cenário eleitoral de São Paulo. A pesquisa Datafolha realizada entre 3 e 5 de março ouviu 1.608 eleitores, enquanto o Real Time Big Data entrevistou 2.000 pessoas entre 6 e 7 de março. Posteriormente, AtlasIntel e Quaest também produziram levantamentos estaduais com amostras superiores a 1.600 entrevistas.
A AtlasIntel utilizou metodologia distinta dos levantamentos presenciais tradicionais. Sua pesquisa estadual realizada em março contou com mais de 2.000 entrevistas e coleta por meio de questionários na internet, enquanto institutos como Datafolha, Quaest e Paraná Pesquisas utilizaram entrevistas presenciais em seus levantamentos estaduais.
A diferença entre métodos de coleta tornou-se um elemento recorrente na cobertura das pesquisas paulistas. Levantamentos pela internet, entrevistas presenciais em pontos de fluxo e entrevistas presenciais distribuídas por municípios utilizam procedimentos distintos de seleção dos entrevistados. Por essa razão, os dados registrados no TSE sobre cada pesquisa incluem informações sobre o método e o plano amostral, permitindo que essas características sejam examinadas antes da comparação entre os resultados.
A Justiça Eleitoral estabelece que pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou a candidatos, quando destinadas ao conhecimento público, devem ser registradas no sistema PesqEle a partir de 1º de janeiro do ano eleitoral e até cinco dias antes da divulgação de cada resultado. O registro deve conter as informações previstas no artigo 33 da Lei nº 9.504/1997 e na regulamentação do TSE.
O TSE esclarece que a Justiça Eleitoral não realiza controle prévio sobre o resultado das pesquisas, nem gerencia sua divulgação. A atuação judicial ocorre quando provocada por representação, e os dados registrados permanecem disponíveis para consulta pública durante o prazo previsto na regulamentação.
Em julho de 2026, o TSE também alterou a regulamentação relativa à apresentação dos candidatos nas pesquisas. A partir de 20 de julho, pesquisas que apresentassem aos entrevistados uma lista de candidatas e candidatos deveriam conter o nome de todas as pessoas registradas para concorrer ao respectivo cargo. Candidatos com registro indeferido somente poderiam ser excluídos quando cessasse a condição sub judice.