Operação Spectrum foi uma operação da Polícia Federal do Brasil deflagrada em primeiro de julho de 2017 com objetivo de desarticular um esquema transnacional especializado no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
O esquema seria comandado por Luiz Carlos da Rocha, mais conhecido como "Cabeça branca", um dos traficantes mais procurados pela Polícia Federal e Interpol na América do Sul, que foi preso na operação. O narcotraficante brasileiro é um dos "barões das drogas" segundo a PF, com condenações proferidas pela Justiça Federal que somam mais de 50 anos de prisão. Segundo a revista Piauí o Cabeça Branca, é o mais poderoso narcotraficante que o país já produziu, considerado pela PF entre os dez maiores do mundo. Exercia com rigor e profissionalismo o transporte de cocaína entre as áreas de produção – na Bolívia, no Peru e na Colômbia – e os grandes mercados consumidores do mundo, Estados Unidos e Europa.
As investigações indicam que o patrimônio adquirido pelo traficante, com o tráfico internacional de drogas, pode atingir a soma de 100 milhões de dólares, em veículos e imóveis no Brasil e em outros países, registrados em nome de "laranjas", bem como em contas bancárias em paraísos fiscais.
A operação foi batizada em alusão ao caráter "fantasmagórico" do criminoso, que por décadas se escondeu das autoridades utilizando diversas identidades falsas e uma rede de proteção internacional. Em 2018, numa segunda fase da operação, três pessoas foram presas e foram cumpridos 18 mandados judiciais em cidades do Paraná e do Mato Grosso.
Bibliografia Os Bastidores da Operação Spectrum (Diomar Claudio Bruschi de Menezes)
Spectrum