Rui Eduardo Moura Braz Mimoso • OC • (São Jorge de Arroios, Lisboa, 1919 – Alto do Pina, Lisboa, 25 de dezembro de 2006), foi um jurista, político e gestor português. Licenciado em Direito, em 1942, seguiu a carreira dos registos e notariado, tendo sido inspetor chefe, inspetor superior e diretor-geral dos registos e notariado. Entre 1952 e 1958, foi chefe do gabinete do ministro dos negócios estrangeiros, Paulo Cunha, integrando comitivas deste e do Presidente da República general Craveiro Lopes em visitas oficiais aos Estados Unidos da América e Brasil. De 1962 a 1975 foi administrador de empresas do Grupo Sacor (atual Galp). Membro da "Junta de Energia Nuclear", participou na criação e trabalhos da Agência Internacional de Energia Atómica, organização do sistema das Nações Unidas. Biografia Formação e atividade profissional Em 1937 ingressa na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, concluindo a sua licenciatura em 1942, com dissertação sobre a «A natureza jurídica do dote», que ganhou o prémio nacional Doutor Guilherme Alves Moreira no ano de 1942, e foi publicada, em 1952, em suplemento da revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa; desempenha a função de ajudante de conservador do registo, e, em 1943, concorre quer a notário, quer a Conservador do registo predial, em cuja carreira ingressa, ascendendo, ainda no período do «Estado Novo», a inspetor chefe; thumb|Palácio das Necessidades, em Lisboa, sede do ministério dos negócios estrangeiros de Portugal, onde Rui Braz Mimoso, na década de 1950, foi chefe do gabinete do ministro de 1952 a 1958, foi chefe do gabinete do ministro dos negócios estrangeiros Paulo Cunha; nessa qualidade, em novembro-dezembro de 1954, integra a comitiva do ministro dos negócios estrangeiros Paulo Cunha, na sua visita oficial a Washington, a convite do governo dos Estados Unidos da América; também nessa qualidade, em junho de 1957, integra a comitiva do Presidente da República general Francisco Craveiro Lopes, na sua visita oficial ao Brasil, tendo estado nas “principais cidades brasileiras com significativas comunidades portuguesas”, nomeadamente no Rio de Janeiro (então capital), São Paulo e Santos; de 20 de setembro a 29 de outubro de 1956, integrou a delegação portuguesa à conferência das Nações Unidas, que decorreu em Nova Iorque, onde foi adotado o estatuto da Agência Internacional de Energia Atómica, tendo, em nome de Portugal, assinado o respetivo tratado; em 1957, enquanto membro da "Junta de Energia Nuclear", integrou a delegação portuguesa à conferência geral da Agência Internacional de Energia Atómica; thumb|direita|Padrão em cimento com o logótipo da Sacor no bairro desta empresa na Bobadela de Loures, Portugal de 1962 a 1975, é administrador do Grupo Sacor (atual Galp), mormente das empresas Sacor (Sociedade anónima concessionária da refinação de petróleos em Portugal) e Sonap (Sociedade Nacional de Petróleos), tendo ainda sido presidente da Sacor Marítima; thumb|Chaminé da antiga refinaria Sacor, em Cabo Ruivo, e, após a Exposição Mundial de 1998, Torre Galp, integrada no Parque das Nações, em Lisboa um ano após a revolução de 25 de abril de 1974, com a nacionalização das empresas Sacor e Sonap, volta, na «Terceira República Portuguesa», à sua primeira atividade profissional, sendo assessor (lugar de topo da carreira técnica superior na função pública), inspetor superior e diretor-geral dos registos e notariado. Vida pessoal Rui Braz MimosoQue, em documentos oficiais, também surge, por vezes, tal como o cônjuge e os filhos, como tendo por últimos apelidos: “Brás Mimoso” nasceu na freguesia de São Jorge de Arroios, em Lisboa, em 1919, sendo filho de Vergolino Eduardo Nepomuceno Mimoso e de Alice Moura Braz Mimoso. Casou com Maria Júlia Contreiras Machado Santos de Braz Mimoso (1929-2023), neta do Vice-almirante António Machado Santos, «considerado o fundador da República Portuguesa pelo denodo com que se bateu na Revolução de 5 de Outubro de 1910 e depois na defesa do regime contra a intentona monárquica de 22 a 24 de Janeiro de 1919 em Monsanto» e que foi assassinado, em Lisboa, a 19 de Outubro de 1921, na Noite Sangrenta. Foi madrinha do navio "Cidla", o primeiro butaneiro (transporte de gás butano) construído em Portugal, nos estaleiros de Viana do Castelo, em cerimónia realizada, a 24 de maio de 1968, nos estaleiros da Lisnave, para entrega à Sacor Marítima.Com o comprimento de 79 metros e 1844 toneladas, foi vendido em 1987, alterando o nome para "Humboldt" . Ver também: Lisnave-História-1968. Rui e Maria Júlia Braz Mimoso viveram no n.º 254 da Avenida Almirante Reis, próximo da Praça Francisco Sá Carneiro, mais conhecida como Praça do Areeiro, em LisboaConforme assento de óbito n.º 2129 do ano de 2006, lavrado em 27 de dezembro de 2006, na 8.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa, processo n.º 2710/2006, consultado em 31 de julho de 2025 e tiveram três filhos: Eduardo Manuel Machado Santos de Braz Mimoso (engenheiro), Alexandre Manuel Machado Santos de Braz Mimoso (arquiteto e técnico superior do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I. P.) e Luís Manuel Machado Santos de Braz Mimoso (o mais novo, nascido em 1957) p.82. Foi sócio do «Círculo Eça de Queiroz». Faleceu em Lisboa, a 25 de dezembro de 2006, e está sepultado no cemitério do Alto de São João. Condecorações Ordens honoríficas portuguesas 60px Oficial da Ordem Militar de Cristo (22 de junho de 1953). Ordens honoríficas brasileiras 60x15px Comendador da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul (1954)
Categoria: Nascidos em 1919 Categoria: Mortos em 2006 Categoria: Naturais de Lisboa Categoria:Alumni da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa Categoria:Juristas do século XX Categoria:Juristas de Portugal Categoria:Juristas do direito público Categoria:Políticos portugueses do século XX Categoria:Homens do século XX Categoria:Portugueses do século XX Categoria:Oficiais da Ordem Militar de Cristo Categoria:Recipiendários de distinções honoríficas de Portugal Categoria:Agraciados com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul