Partido Nacional‑Socialista Brasileiro (sigla PNSB), também conhecido como Partido Nacionalista Revolucionário Brasileiro (PNRB), foi uma agremiação de cunho neonazista e de extrema-direita fundada em 1988 por Armando Zanine Teixeira Júnior, ex-oficial da Marinha Mercante.

O partido nunca obteve registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nem participou de eleições formais. Sua atuação foi limitada a um grupo pequeno, principalmente no Sul e Sudeste, com presença lateral na Bahia, Sergipe e Distrito Federal.

História O Partido Nacional-Socialista Brasileiro procurou fundar uma “raça brasileira” otimizada, permitindo certa miscigenação nacional, mas dentro de parâmetros excludentes e nacionalistas. Seus militantes tinham perfil skinhead ou "careca", e divulgavam discursos xenófobos, antissemitas e de supremacia branca.Angico e Suas Lendas, 2017 Em 1989, o Partido Nacional-Socialista Brasileiro ganharia uma certa relevância nacional devido a participação de seus dois membros (incluindo Armando Zanine) em um controverso debate do programa da TV Bandeirantes, Canal Livre, que discutia sobre o cenário presente do neonazismo no Brasil e no mundo. O programa foi transmitido no aniversário centenário de Adolf Hitler, e por isso a escolha do tema.

Em 1994, o fundador declarou apoio à candidatura de Éneas Carneiro (PRONA), mas ㅤㅤ Carneiro rejeitou publicamente o apoio.

Tentativas de registro O partido tentou repetidamente registrar-se no Tribunal Superior Eleitoral. Após ser rejeitado como PNSB, mudou o nome para PNRB, mas todos os pedidos foram indeferidos com base em garantias constitucionais e na Lei Antirracismo.

Ideologia e discurso

Embora adotasse oficialmente o nacional-socialismo (nazismo), o partido com base nas falas de seu líder e fundador, Armando Zanine, acabavam divergindo ideologicamente se for comparar ao conceito real e prático do nazismo. O partido rejeitava o racismo e utilizava de um discurso nacionalista da ''raça brasileira'', essa que era composta pela população negra, branca e indígena. O líder do partido também afirmou ser antissionista, e não antissemitista, embora dissesse que elogiava as ideias de Adolf Hitler várias vezes.https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/8/30/caderno_especial/19.html Entretanto pela prática, o discurso do partido era claramente orientado por premissas nacionalistas excludentes, marcadas por antissemitismo e retórica xenófoba por parte de seus militantes.

Também fazia uso simbólico de elementos associados ao nazismo — prática proibida pela Lei nº 7.716/1989 (pena de 2 a 5 anos e multa).

Locais de militância Presença em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Distrito Federal, com estimativas modestas de militância (algumas dezenas). Em alguns locais houve sobreposição com grupos como White Power e Carecas do Subúrbio.

Ver também Neonazismo no Brasil Nazismo no Brasil Carecas do ABC Supremacia branca Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Brasileiros

Bibliografia

Categoria:Neonazismo no Brasil