Manuel João da Palma Carlos (Bucelas, Loures, 24 de Junho de 1915 – Cascais, 1 de Novembro de 2001) foi um advogado e antifascista português. Foi um dos advogados que mais presos políticos defenderam nos Tribunais Plenários.

Era filho de Manuel Carlos, monárquico, solicitador forense e mais tarde professor, natural de Olhão (freguesia de Fuzeta), e de sua mulher Auta Vaz Velho da Palma, professora, natural da freguesia e concelho de Albufeira. Era irmão de Adelino da Palma Carlos, primeiro primeiro-ministro após o 25 de Abril.

Foi presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa de 1935 a 1936. Foi preso várias vezes pela PIDE.

A 22 de fevereiro de 1939, casou civilmente em Lisboa com Florinda Ferreira dos Santos (Socorro, Lisboa, c. 1914), doméstica, filha de Ernesto dos Santos e de Domicília Ferreira Campos, doméstica, ambos naturais de Lisboa (ele da freguesia de Santo Estêvão e ela da freguesia de São Vicente de Fora). Por sentença transitada em julgado a 9 de fevereiro de 1962, os dois divorciaram-se litigiosamente.

Em 1953 foi advogado de algumas das vítimas do Massacre de Batepá, em S. Tomé e Príncipe.

Esteve também envolvido no MUD e, após a revolução dos cravos, aderiu ao Partido Socialista em 1977.

No pós 25 de Abril exerceu funções como Procurador-Geral da República, foi embaixador em Cuba e Presidente do Conselho de Administração da RTP.

Em 2000 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

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