O Banco Central de Reserva do Peru (em espanhol: Banco Central de Reserva del Perú) é o banco central do Peru, Tal como outros bancos centrais, sua missão principal é buscar a estabilidade financeira no país. Não está vinculado à Secretaria da Fazenda, pois é uma instituição autônoma.
História Em 9 de março de 1922 foi promulgada a Lei nº 4.500, que deu origem ao Banco Central do Peru. Durante o governo Oncenio de Leguía, Eulogio Romero foi eleito o primeiro presidente desta instituição. A criação do BCRP baseou-se na necessidade de ter uma organização capaz de ordenar a política monetária através de instrumentos monetários como a emissão de notas bancárias. A unidade monetária era a libra de ouro peruana. Especificamente, o objetivo era ter um sistema monetário que não gerasse inflação nos anos de expansão ou deflação como ocorreu durante a época do Padrão Ouro.
O período de 1962-1967 caracterizou-se por um aumento sustentado dos gastos, que passaram de 15,3% para 21,2% nos anos mencionados. Durante a década seguinte, os gastos atingiram níveis insustentáveis. Já em 1985 foram estabelecidas taxas de câmbio múltiplas e tarifas diferenciadas, o que acabou gerando um processo hiperinflacionário, que atingiu níveis superiores a 50%. Nestes anos, o uso da emissão primária para financiar gastos públicos foi uma medida muito popular que o Banco Central teve de utilizar.
Durante o governo de Alberto Fujimori, foi escolhido um programa de reformas estruturais destinadas a reduzir a inflação. Foram estabelecidas a livre mobilidade de capitais e a igualdade de tratamento do investimento nacional e internacional. Além disso, foi adoptada uma taxa de câmbio flutuante com a intervenção do Banco Central de Reserva. Assim, devido a esta situação, é adoptado um novo esquema de política monetária cujo único objetivo é a estabilidade de preços. Para alcançar esta estabilidade, o Banco Central passou a ter autonomia no âmbito da sua lei orgânica, razão pela qual deixou de ser um órgão público descentralizado do Ministério da Economia e Finanças.
Assim, desde a formação do Estado neoliberal em 1993, o BCRP é autónomo e funciona de forma independente e com o único intuito de preservar a estabilidade de preços, com base na utilização de instrumentos monetários. Especificamente, incentiva-se a livre determinação das taxas de juros, a livre mobilidade de capitais e a livre posse de moeda estrangeira. Especialistas consultados pelo jornal La Nación chegaram a determinar que o Banco Central evitou o colapso da economia peruana apesar das crises políticas, como a que ocorreu desde 2021.
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