A Operação Tocando Sinos ocorreu em 10 de setembro de 2025 quando Israel realizou uma série de ataques aéreos contra vários alvos em Saná e a província de Al Jawf, no Iêmen, matando 46 pessoas e ferindo outras 165. Durante os ataques, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas relatou que 31 profissionais da mídia foram mortos, tornando-se o ataque mais mortal contra jornalistas desde o massacre de Maguindanao.

Ataques Os ataques atingiram áreas civis e residenciais no bairro de al-Tahrir, em Saná; casas também foram atingidas. Um posto médico na Rua 60, no sudoeste da cidade, foi bombardeado, assim como um complexo governamental na capital de al-Jawf, al-Hazm, e a sede de dois jornais. O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, afirmou que o grupo utilizou mísseis terra-ar contra a incursão israelense, afirmando que alguns aviões israelenses foram repelidos antes que pudessem disparar. Israel relatou que eles também atacaram "acampamentos militares nos quais agentes houthis foram identificados".

O Museu Nacional do Iêmen também foi danificado com os ataques. Os Houthis denunciaram que os ataques israelenses causaram "danos graves" ao Museu Nacional, "ameaçando as suas valiosas coleções arqueológicas" e outros sítios históricos na capital, e apelaram à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para agir para proteger os sítios históricos e culturais do país dos "traiçoeiros bombardeamentos israelenses".

Por volta das 16h45, horário local, ataques israelenses atingiram um complexo que abrigava veículos de comunicação ligados aos houthis em Saná, matando 31 jornalistas de três agências diferentes, incluindo os jornais Al-Yemen e 26 de Setembro. O jornal "26 de setembro" é o órgão oficial do exército iemenita e emprega jornalistas militares e civis. Um funeral para os jornalistas mortos foi realizado em 16 de setembro. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que o ataque atingiu o quartel-general de relações públicas do exército houthi, responsável pelos esforços de propaganda e pela publicação de discursos de figuras importantes do grupo, como Abdul-Malik al-Houthi e Yahya Saree. Nenhuma evidência foi apresentada para sustentar a alegação. De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, o ataque foi o segundo ataque mais mortal contra jornalistas já registrado, superado apenas pelo massacre de Maguindanao, nas Filipinas, e o mais mortal contra jornalistas no Oriente Médio.

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