Ema, também chamada de Avestruz Branca e conhecida em guarani como Guyra Nhandu, é uma constelação indígena brasileira localizada entre as constelações do Escorpião e do Cruzeiro do Sul, sendo uma das uma constelações indígenas mais conhecidas no Brasil.

História A constelação da Ema é inicialmente recordada no livro do francês Claude d’Abbeville, História da missão dos padres capuchinhos na ilha de Maranhão e terras circunvizinhas, um relato etnográfico dos tupinambás do Maranhão. O autor diz que é chamada pelos nativos de "Iandoutin" (Îandutinga ou Nhandu-tinga), que ele traduz como "Avestruz Branco", porém devido ao avestruz não ser uma ave brasileira esse nome não é comumente usado.

Características A constelaçãod a Ema é formada pelas seguintes estrelas:

Parte do corpoCorpos celestesCabeçaNebulosa do Saco de CarvãoBicoα Muscaeβ MuscaeParte de baixoβTrianguli Australisη Araeζ Araeε1 Araeζ1 Scorpiiζ2 Scorpiiµ1 Scorpiiε Scorpiiτ ScorpiiAntaresσ ScorpiiPerna direitaDschubbaLesathShaulaSAO 209318Perna esquerdaε1 Araeα Araeα Telescopiiε Telescopiiζ TelescopiiCaudaDschubbaβ1 Scorpiiω1 Scorpiiω2 Scorpiiν ScorpiiParte de cimaDschubbaπScorpiiρ Scorpiiχ Lupiγ Lupiε Lupiκ Lupiζ Lupiβ Circini

A constelação surge na segunda quinzena de junho, ao lado leste, marcando o início do inverno para os indígenas do sul do Brasil e o começo da estação seca para os indígenas do norte do Brasil.

Cultura A constelação da Ema aparece em relatos de várias etnias brasileiras. Os carajás, Couto de Magalhães relata, lhe fizeram observar que uma das manchas escuras do céu que fica na Via Láctea, próxima à constelação do Cruzeiro do Sul, representava uma cabeça de uma ema e, com o passar da noite, aparecia o resto do corpo da ave. Os bororós também têm uma constelação da Ema, que denominam Pári, na mesma região do céu que os guaranis. Outros relatos revelam que a constelação da Ema aparece também entre os tembés e os tenetearas. Uma constelação similar à da Ema aparece entre os boorongs, povo aborígene da Austrália, com seu ano começando no outono quando Tchingal, o emu gigante, aparece no céu à noite.

Segundo a cultura tupi-guarani, a ema deseja devorar as estrelas δ Muscae e γ Muscae, chamados de Guirá-Rupiá ("Ovos de Pássaro" em guarani), que ficam perto de seu bico. Também nessa cultura o Cruzeiro do Sul segura a cabeça da Ema, pois, se soltá-la, a ave beberá toda a água do mundo.

Em 2025, uma fotografia da constelação da Ema sobre as Cataratas do Iguaçu ficou em 1º lugar na categoria Astro Night Sky da 10º edição do Brasília Photo Show, considerado o maior festival de fotografia da América Latina.

Referências

Ligações externas História da missão dos padres capuchinhos na ilha do Maranhão e suas circumvizinhas

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