Willem Cornelis Nicolaas Kieft, mais conhecido como Wim Kieft (Amsterdã, 12 de novembro de 1962) é um ex-futebolista neerlandês que atuava como atacante.
Formado desde os 13 anos de idade no Ajax, Kieft foi profissionalizado em 1979 por este clube, firmando-se como titular ainda como adolescente, inclusive ofuscando no elenco um jovem Marco van Basten, nos primeiros anos de carreira deste. Em 1982, Kieft foi inclusive premiado com a chuteira de ouro de máximo artilheiro dos campeonatos nacionais europeus.
Curiosamente, a despeito da premiação individual, ele não vinha sendo aproveitado regularmente pela Seleção Neerlandesa nas eliminatórias à Copa do Mundo FIFA de 1982. Por outro lado, foi negociado com o rico futebol da Itália em contexto em que transferências de futebolistas ainda muito jovens a este país era incomum, especialmente pela regra de então pela qual, sem que existisse ainda o Passaporte da União Europeia ou a Lei Bosman, cada equipe poderia ter somente dois não-italianos no elenco.
Kieft teve bons e maus momentos por Pisa e Torino. No primeiro, conviveu com lutas contra o rebaixamento, nem sempre exitosas, e artilharia em tempos especialmente prestigiados da própria Serie B; e no segundo prejudicou-se por lesões, sendo então negociado em 1987 com o PSV Eindhoven.
No PSV, consagrou-se como a principal referência da maior temporada da história do time, vencedor do campeonato e da Copa dos Países Baixos e também da Liga dos Campeões da UEFA de 1987–88. Semanas depois, foi reserva importante da Seleção na vitoriosa Eurocopa 1988, marcando com a nuca o gol da classificação aos mata-matas a oito minutos do fim da partida contra a Irlanda; foi o único gol do duelo, cujo empate provisório significaria a classificação irlandesa no lugar da futura campeã do torneio, que vinha prejudicada por derrota na estreia para a futura vice-campeã União Soviética.
No segundo semestre, Kieft foi um dos europeus que desperdiçaram sua cobrança na decisão por pênaltis necessária contra o Nacional na Copa Intercontinental de 1988. Ele gradualmente perdeu para o colega Romário o protagonismo ofensivo no PSV, mas soube ser um coadjuvante respeitável do brasileiro, despedindo-se em 1993 do clube após 103 gols e 48 assistências em 219 partidas.
Pela Seleção, Kieft esteve na Copa do Mundo FIFA de 1990, novamente como reserva da dupla Van Basten e Ruud Gullit, e também na Eurocopa 1992.
Após parar de jogar, revelou ter convivido por anos com vício em álcool e cocaína ao longo da carreira, tormenta que custou-lhe casamento, distanciamento dos quatro filhos. Após reabilitação da dependência química, tornou-se renomado comentarista esportivo nos Países Baixos.
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