Zélia Fonseca (Itaúna, 18 de julho de 1960) é uma cantora, compositora e guitarrista brasileira. Antes de iniciar carreira solo, Zélia fazia dupla com Rosanna Tavares. Também faz poesia e trabalhos para teatros.
Vida pessoal e artística Zélia nasceu em Itaúna, Minas Gerais, localizado aproximadamente a 80 quilômetros da capital do estado, Belo Horizonte. Aos 14 anos, Zélia e Rosanna Tavares se conheceram na escola, por meio de um professor que tinha um projeto de uma banda. Nesta banda escolar, tocaram por mais cinco anos, até se separarem para cursarem a faculdade. Zélia estudou jornalismo.
Na década de 80, Zélia e Rosanna voltaram a trabalhar novamente no ramo musical, indo juntas para Portugal, em 1989, à convite de um amigo que gostaria de fazer música com as duas. Também morou na Finlândia e passou a residir na Alemanha. Em 1993, em Frankfurt, tocando com a Banda Cajá, de estilo jazz latino, iniciou sua carreira pela Europa, fazendo um álbum ao vivo e ganhando popularidade, aparecendo em importantes festivais alemães e internacionais do Brasil e realizando turnês.
Em 1996, Rosanna & Zélia gravaram o seu primeiro álbum solo — Passagem, com participação de Dino Saluzzi, que possibilitou o estabelecimento de uma base sólida de carreira para o duo. Em 1999, lançam o álbum Coisário, com Angela Fronteira na percussão, e em 2004, lançam o Águas Iguais, todos na Alemanha, país onde fizeram diversos shows de lançamento. Também fizeram shows pelo Canadá e pela Ásia.
A versão do duo da composição Lady Multimelancólica foi incluída na trilha sonora do balé Água, apresentado em várias cidades da Europa entre os anos de 2001 a 2010. No ano de 2005, Zélia e Rosanna participaram de um documentário regido pelo cineasta alemão Sven Düfer, que conta a trajetória das duas.
No ano de 2006, com a morte de Rosanna, a dupla foi encerrada, e Zélia veio a lançar o seu primeiro álbum solo — Ímpar, no ano de 2010, pela gravadora alemã Enja Records, recebendo críticas positivas e reconhecimento pela imprensa e estações de rádio alemã. Em 2016, lançou o disco O terceiro olho da abelha, com composições próprias. Em 2019, gravou o álbum Universos com a chilena Magdalena Matthey.
Zélia já esteve nos palcos com diversos músicos, de caráter nacional e internacional, como Djavan, Chico Science, Lenine, Elba Ramalho, Sivuca, Daniela Mercury, John McLaughin, George Benson, Compay Segundo, Omara Portuondo e Joe Zawinul. Foi convidada, em 2008, entre outros quatro músicos, pintores e dançarinos, a representar a cena cultural da cidade de Frankfurt, na China.
Escreveu para a antologia Antologia poética, publicado por Regina Melo, em 2011, vindo a ser citada no livro Fronteiras perdidas pelo novelista angolano José Eduardo Agualusa.
A artista itaunense Zélia Fonseca, residente a mais de 30 anos na Alemanha, apresentou-se em 9 de agosto de 2024, na cidade Belo Horizonte (MG) na Casa Outono. Já no dia 16 desse mesmo mês foi a vez de Itaúna recepcionar a cantora e compositora junto ao violonista João Luís e a cantora chilena Magdalena Matthey no Teatro Sesi Vânia Campos.
Estilo musical Zélia Fonseca não aborda apenas gêneros populares brasileiros em suas músicas, como o samba e a bossa nova, mas também utiliza do jazz, indie e pop, que encontra influências indígenas e africana, além dos ritmos do norte do Brasil.
Discografia
Álbuns de estúdio
Ímpar Enja Records (2010) O terceiro olho da abelha Yellowbird Records (2016) Universos (com participação de Magdalena Matthey) Enja Records (2019)
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