A defesa total é uma política de defesa que combina e amplia os conceitos de defesa militar e defesa civil. Ela implica um alto nível de prontidão tanto do Estado quanto da sociedade para se defenderem em casos de perigos e catástrofes, como guerras, crises ou desastres naturais. A defesa total representa todas as atividades que preparam a sociedade para a guerra. Implica que, num estado de guerra ou emergência, todas as funções da sociedade, tanto militares quanto civis, estão incluídas nos esforços de defesa. Isto significa que, em caso de crise, todas as instituições sociais, como exército, polícia, parlamento, governo e as suas agências, autoridades locais, sistema de saúde, organizações da sociedade civil, empresários e indivíduos, seriam mobilizadas para defender o Estado.
A implementação da defesa total não é uniforme em todo o mundo; pelo contrário, as modalidades da sua aplicação diferem de Estado para Estado. As diferenças podem ser observadas nos elementos de implementação.Alcançar a proteção absoluta da população não é possível e exige recursos e custos significativos; por essa razão, os Estados fazem cálculos sobre como atingir o nível mais alto possível de prontidão da população para situações de crise. Geralmente, optam por certas combinações de elementos da defesa total, adaptadas às suas capacidades e ao nível de ameaça. Elementos particularmente importantes são o serviço militar obrigatório, as forças de defesa territorial, a defesa civil, a defesa económica e a defesa psicológica.
Os esforços de defesa civil podem incluir um serviço de bombeiros obrigatório, enquanto a defesa económica prepara-se preventivamente para uma economia de guerra, acumulando reservas estratégicas. Os Estados que aplicam a defesa total também são mais propensos a recorrer à arbitragem tripartida obrigatória em tempos de paz, a fim de manter os serviços essenciais. Dependendo da geografia do país, outros aspetos da defesa total podem incluir o estabelecimento de redutos nacionais e forças stay-behind, o treino de recrutas em táticas de guerra livre e o projeto de infraestrutura civil, como pistas rodoviárias, para serem facilmente adaptadas para uso militar.
Na Finlândia, o termo () abrange todas as medidas nos setores civil e militar que salvaguardam os meios de subsistência e a segurança dos cidadãos contra ameaças externas, a fim de defender a independência da Finlândia. Da mesma forma, na Suécia, o termo () significa que as atividades de defesa civil e militar operam em conjunto, com o objetivo de proteger e garantir funções socialmente importantes, como o Parlamento da Suécia e o Porto de Gotemburgo.
Lista de países adotantes A defesa total foi adotada por diversos países:
Áustria Dinamarca EstóniaVeebel, Viljar & Ploom, Illimar & Vihmand-Veebel, Liia & Załeski, Krzysztof. (2020). Territorial Defence, Comprehensive Defence and Total Defence: Meanings and Differences in the Estonian Defence Force. Journal on Baltic Security. 6. 1-13. 10.2478/jobs-2020-0007. Finlândia Indonésia Lituânia Noruega Rússia Singapura Suécia Sérvia Suíça TaiwanAll-out Defense Mobilization Readiness ActAll-Out Defense Education Act Ucrânia
Defesa total por país
Brasil
Portugal
Ver também
Guerra total Toda a sociedade
Categoria:Defesa civil