Stalkerware é um software de vigilância ou spyware usado para perseguição cibernética. O termo foi cunhado quando as pessoas começaram a usar amplamente spyware comercial ou software de espionagem para espionar seus cônjuges ou parceiros íntimos. O stalkerware tem sido criticado por seu uso por abusadores, perseguidores e empregadores.
Definições e usos Muitos especialistas em segurança da informação e jornalistas utilizam o termo stalkerware a qualquer software (programas maliciosos e produtos comerciais legítimos de monitoramento) que possa ser usado ou potencialmente usado para perseguição. As seguintes características do stalkerware são destacadas:
funções de vigilância poderosas (registro de teclas — keylogging, captura de telas, monitoramento da atividade na Internet, registro de localização, gravação de vídeo e áudio; capacidade de operar em modo furtivo (o usuário não é notificado de que está sendo monitorado; o aplicativo não aparece na lista de programas instalados; o aplicativo em execução é disfarçado como processos do sistema ou utilitários; a instalação e/ou operação corretas do aplicativo exigem a desativação de antivírus ou da proteção integrada do sistema operacional; no caso de aplicativos móveis, o aplicativo geralmente é instalado a partir de fontes que não sejam lojas de aplicativos oficiais, embora tenha havido casos de stalkerware em lojas de aplicativos; o fabricante do software posiciona seu produto como um meio para rastrear um parceiro íntimo ou como uma ferramenta de monitoramento parental, enquanto, na prática, qualquer pessoa pode usá-lo para acessar o telefone de outra pessoa, determinar sua localização por GPS, ler mensagens privadas, ver através de câmeras e ouvir microfones.
História Segundo uma pesquisa de 2014 realizada pela NPR, 75% dos abrigos para vítimas de violência doméstica entrevistados relataram que estavam atendendo pessoas que haviam sido rastreadas por seus agressores por meio de stalkerware. A crescente popularidade do stalkerware levou a uma corrida tecnológica entre aplicativos destinados a ajudar usuários a proteger sua privacidade e aplicativos projetados para contornar essas proteções.
Ao longo de sua história, empresas que desenvolvem stalkerware têm sido alvo de diversos ataques e vazamentos de dados, muitos deles realizados por hacktivistas em protesto contra o uso antiético desse tipo de software. Empresas como mSpy, Flexispy, e KidGuard foram alvos de violações.
Em 2018, a especialista em segurança de computadores e ativista Eva Galperin criou um projeto para erradicar o stalkerware. Galperin defendeu que o stalkerware fosse considerado malware e que as empresas de telefonia e software tomassem medidas para proteger contra o uso de tais programas.
Em 2020, a Kaspersky Lab publicou um relatório sobre o estado do stalkerware. Entre as suas conclusões, constatou-se que os Estados Unidos, a Rússia e o Brasil eram os três países mais afetados.
Recepção O stalkerware tem sido criticado pelo seu uso por agressores para controlar e monitorar suas vítimas. O Instituto Europeu para a Igualdade de Gênero publicou um relatório sobre a conexão entre stalkerware e cyberstalking com a violência doméstica. Guias sobre como detectar e desativar stalkerware foram publicados por sites como Mashable, Wired, e CNET.
A organização de notícias Vice publica "When Spies Come Home", uma série investigativa sobre o uso de stalkerware e várias controvérsias em torno da indústria.
Ver também Pegasus (spyware)
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