é uma série de mangá japonesa de terror em formato de antologia, escrita e ilustrada por Junji Ito. Foi publicada na revista Nemuki entre abril de 2013 e fevereiro de 2014 como sete histórias curtas separadas, com uma oitava sendo adicionada para o lançamento em tankōbon. A Viz Media publicou-a na América do Norte sob o selo Viz Signature. A Presença Comics publicou a obra em Portugal em novembro de 2025. A antologia de anime Junji Ito Collection, que estreou em janeiro de 2018, adapta várias histórias de Fragmentos de Terror.
Enredo O livro é uma coletânea de oito contos:
Concepção e desenvolvimento Antes da publicação de Fragmentos de Terror, Junji Ito não escrevia mangas de terror havia oito anos; a sua última coleção publicada neste género foi Shin Yami no Koe Kaidan em 2006. Ito escreveu que "durante esses oito anos, estive a trabalhar bastante em ilustrações e mangás sobre gatos ou sobre a sociedade, mas mesmo tendo isso em conta, o tempo pareceu-me de alguma forma demasiado vazio. O que raio estive eu a fazer durante todo esse tempo?" Quando enviou o storyboard para a primeira história, o seu editor, Mikio Yoshida, expressou preocupação de que os "instintos de terror de Ito não tivessem regressado"; isso levou Ito a reescrever completamente a história antes de ser finalmente publicada. Ainda assim, Ito sentiu que estava abaixo da sua qualidade habitual.
Lançamento Ito começou a publicar a série no primeiro número da relançada revista de mangá shōjo da The Asahi Shimbun Company, Nemuki, publicando o primeiro capítulo, , a 13 de abril de 2013. Foram publicados seis capítulos adicionais entre 13 de junho de 2013 e 12 de abril de 2014. Além disso, quando a série foi publicada em formato de tankōbon, foi incluída uma história adicional, . Esta tinha sido anteriormente publicada como um one-shot na revista Shinkan em 2009. A editora Asahi Shimbun lançou a série como um único volume a 8 de julho de 2014, com uma capa desenhada por Keisuke Minohara.
A Viz Media anunciou via Twitter a 3 de dezembro de 2014 que tinha licenciado a antologia, planeando publicá-la como um único volume em capa dura sob o seu selo Viz Signature em junho de 2015. Foi lançada a 16 de junho de 2015.
Em Portugal, a editora Presença Comics anunciou em outubro de 2025 o lançamento do mangá em novembro desse ano.
Adaptação Uma antologia de anime com as histórias curtas de Ito, com o título Junji Ito Collection, adaptou histórias de Fragmentos de Terror e várias outras obras de Ito. A série estreou a 5 de janeiro de 2018.
Recepção Ao rever a antologia para a revista Otaku USA, Joseph Luster elogiou a colecção, especialmente a arte de Ito, que ele considerou "verdadeiramente especial" e "parted iguais de medonho e deslumbrante". Ele também opinou que o livro continha vários clássicos instantâneos, e ficou particularmente impressionado com O Pássaro Negro, que ele descreveu como "o destaque".
Nick Creamer, da Anime News Network, elogiou Ito pelas suas tentativas de encontrar terror em lugares inesperados, mas sentiu que não foi uniformemente bem-sucedido. Ele notou como as histórias de Ito tentavam subverter a familiaridade e, assim, evocar o terror, mas opinou que fazê-lo fazia com que as histórias da coleção caminhassem na "linha entre o assustador e o absurdo". Elogiou a arte "detalhada e inquietante" de Ito, mas também sentiu que, por vezes, Ito a usava para sustentar uma história geralmente fraca com "um único painel completo chocante". A sua única crítica à arte foi que tendia a ser demasiado formal e, por isso, por vezes carecia de personalidade.
Na sua crítica para a Fangoria, Svetlana Fedotov chamou à coletânea de um bom ponto de entrada para novos fãs, que também satisfaria os leitores de longa data de Ito. Tal como muitos outros críticos, ela notou várias influências lovecraftianas na obra e elogiou Ito pelo seu "dom nato de trazer à tona a ameaça nos objetos mais inocentes".
Chris Randle, do The Guardian, deu à série uma crítica maioritariamente positiva. Ele observou que Ito geralmente evitava ser "político" nas suas histórias e também comparou a coletânea a uma versão suavizada do movimento artístico ero guro. Em última análise, concluiu que Ito gostava de escrever histórias menos pessoais e mais fascinadas por coisas além da compreensão, como Lovecraft, mas sem as visões políticas deste último.
Vários críticos compararam a capa da antologia à pintura O Grito de Edvard Munch .
Ligações externas
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