é um mangá seinen japonês escrito e ilustrado por Jiro Taniguchi. O mangá gira em torno de um artista que visita o Louvre durante cinco dias e conhece artistas cujas obras estão lá e figuras que fizeram parte da sua história. Encomendado pelo Louvre, Taniguchi trabalhou no mangá depois de ter passado um mês no museu em maio de 2013. O mangá foi serializado na revista Big Comic Original da editora Shogakukan no final de 2014 e compilada num tankōbon publicado a 20 de fevereiro de 2015. O Louvre e a Futuropolis publicaram o mangá em França a 21 de novembro de 2014. O mangá foi licenciado na América do Norte pela NBM Publishing, que o publicou a 13 de maio de 2016, e pela Levoir em Portugal que o publicou em 2018.
Enredo Após um festival de banda desenhada em Barcelona, um artista japonês visita Paris, mas adoece. Depois de sentir-se um pouco melhor, visita o Louvre. Quando sente tonturas, é transportado para o que é descrito como o "espaço-tempo dos seus devaneios" por um guardião do Louvre. Os guardiões são as almas de cada obra de arte, e o guardião que ele encontra é o da Vitória de Samotrácia. No seu segundo dia no Louvre, ele observa as pinturas de Jean-Baptiste-Camille Corot. Enquanto contempla Souvenir de Mortefontaine, encontra Asai Chū, que trabalhou na introdução da arte ocidental no Japão. Ele é então transportado para uma galeria de arte em Ueno, que está a exibir as obras de Chū postumamente, e ouve o escritor Natsume Sōseki a falar sobre o trabalho de Chū. Transportado para outro desenho de Corot, volta a encontrar Chū e ambos observam Corot a trabalhar nesse desenho. No domingo, o homem viaja para Auvers-sur-Oise, o local de descanso eterno de Vincent van Gogh. Ao passar pela igreja de Auvers, ele encontra van Gogh, que o convida a visitar o seu apartamento e a ver as suas pinturas. De volta ao presente, visita a casa de Charles-François Daubigny e, por fim, o túmulo de van Gogh. Uns dias mais tarde, numa terça-feira quando o Louvre está fechado, ele é transportado para Paris em 1939, durante a evacuação do museu no início da Segunda Guerra Mundial. O homem fica a saber do difícil processo, liderado por Jacques Jaujard, incluindo o transporte da Mona Lisa, A Jangada da Medusa e A Vitória de Samotrácia. No seu último dia em Paris, visita o túmulo de Philippe Pot e reencontra a sua falecida mulher, Keiko.
Lançamento O Louvre encomendou a Taniguchi a criação do mangá como parte da Coleção do Louvre, que apresenta obras de vários artistas de banda desenhada no museu, e ele passou um mês no museu em maio de 2013. O mangá foi serializado na revista de mangá Big Comic Original da Shogakukan entre 20 de setembro e 20 de novembro de 2014. A Shogakukan compilou os seus capítulos em um único volume tankōbon, lançado a 20 de fevereiro de 2015, com uma edição de luxo totalmente a cores.
O mangá foi publicado na França pelo Louvre em colaboração com a Futuropolis a 21 de novembro de 2014. O mangá foi traduzido para o inglês pela NBM Publishing, que o listou em outubro de 2015, e publicou o mangá a 13 de maio de 2016. O mangá também está licenciado na Alemanha pela Carlsen, em Itália pela Rizzoli Lizard, em Espanha pela Ponent Mon, e na Sérvia pela Komiko. Em Portugal a publicação é da Levoir, que lançou o mangá em junho de 2018 em parceria com o jornal Público,.
Recepção A receção ao mangá foi mista, com elogios à sua arte e atmosfera, mas críticas ao enredo. Hans Rollman, da PopMatters, afirmou que Os Guardiões do Louvre "demonstra que os artistas de mangá contemporâneos podem equiparar-se aos maiores do panteão da arte ocidental", elogiando a arte e a atmosfera, embora descrevendo o enredo como minimalista. A Publishers Weekly considerou o mangá "desenhado com frieza e esplendor, embora escrito de forma indiferente". Katherine Dacey, do MangaBlog, criticou a "sensibilidade mediana" da obra e a tentativa de ditar a forma como a arte deve ser apreciada, mas elogiou as suas imagens sensuais. Summer Hayes, da Booklist, gostou do uso da cor na manga para "intensificar a emoção, criar distância e ecoar estilos artísticos", concluindo que, embora a história tenha algumas falhas, o mangá é uma "viagem voyeurística" que mostra a relação entre arte e vida.
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