Soneto 61 pertence à série de 154 sonetos de Shakespeare. Faz parte da série de 126 sonetos chamados “The Fair Youth”, que ele dedicou a um jovem cuja identidade não foi revelada.
Análise Como os demais sonetos de William Shakespeare, este foi todo construído no ritmo de pentâmetro iâmbico, no formato de soneto inglês, com 3 quartetos e um dístico, e rima em ABAB CDCD EFEF GG.
Sinopse O principal tema deste soneto parece ser "Por que me torturas assim?", e, em grande parte, o poema precisa ser lido de trás para frente.
Nos primeiros versos do 'Soneto 61', o poeta, atormentado pelo ciúme, começa fazendo uma pergunta retórica, uma técnica comum vista em alguns de seus sonetos. Ele usa perguntas para introduzir um novo tópico para reflexão, usadas para enfatizar algo cuja resposta ele já conhece.
O poeta primeiro se pergunta se a amada o está mantendo acordado de propósito, enviando imagens oníricas para espioná-lo, mas depois admite que é sua própria devoção e ciúme que não o deixam dormir.
O poeta afirma que seu amor é muito maior que o do jovem, e é ele, e não o amor do jovem por ele, que o mantém acordado. E ele permanece acordado como um vigia, protetor, segundo ele, mas o último verso deixa bem claro que não é o amor puro e desinteressado que o mantém acordado, mas o fogo consumidor do ciúme.
Traduções Tradução de José Arantes Júnior O tradutor seguiu o esquema rímico do autor no soneto: ABAB CDCD EFEF GG, como um soneto inglês. Mas não o seguiu no ritmo nem na métrica, preferindo dar-lhe um aspecto plástico, com 36 caracteres em cada verso, que lhe mostram a forma, quando utilizada uma fonte monoespaçada, como o fez em todos os seus sonetos traduzidos. E, como os outros, deu-lhe um título.
Tradução de Milton Lins O tradutor apresentou o soneto em versos decassílabos, perseguindo o pentâmetro iâmbico em quase todos os versos. O esquema rímico segue o do autor, como um soneto inglês: ABAB CDCD EFEF GG.
Tradução de Paulo Camelo O tradutor procurou seguir o ritmo de pentâmetro iâmbico usado pelo poeta inglês, acrescentando-lhe um ritmo holístico e mantendo também o esquema rímico ali utillizado.
Tradução de Thereza Christina Motta A tradutora procurou fazer uma tradução mais literal, sem se ater a ritmo, métrica ou rima. É teu desejo que tua imagem mantenha abertas Minhas pesadas pálpebras nesta fatigada noite? Desejas que meu sono se quebre, Enquanto as sombras zombam ao me ver? É teu espírito que envias até a mim Tão longe de casa, para me bisbilhotar, Para desvendar meus erros e ociosas horas, Mantendo vivo e aceso o teu ciúme? Ah, não! Teu amor, mesmo imenso, não é tão grande; É meu amor que deixa meus olhos despertos, Meu amor verdadeiro que corrói meu descanso, Para manter-me em vigília por tua causa. A ti vigio, enquanto ao longe despertas, Tão distante de mim, e de outros, tão perto.
Categoria:Sonetos de William Shakespeare