Corredor do Lobito é um mega-projeto de infraestrutura logística que visa ligar a cidade de Lobito, na costa atlântica de Angola, ao cinturão de cobre da África Central, na República Democrática do Congo (Congo-Quinxassa) e na Zâmbia. Tem como objetivo facilitar o transporte de mercadorias entre a África Central e os mercados globais, e tornar o Porto do Lobito numa alternativa aos portos africanos do Oceano Índico.
História 200px|miniaturadaimagem|direita|Corredor do Lobito, com trajeto original (linha preenchida) e nova proposta (linha tracejada) Os eixos centrais do Corredor do Lobito são o Caminho de Ferro de Benguela e a Rodovia Beira–Lobito, que travessam os território angolano em direção ao Leste; o corredor segue depois em direção às regiões mineiras da República Democrática do Congo e da Zâmbia.
As estruturas logísticas foram inicialmente construídas pelas potências coloniais na primeira metade do século XX para ligar o centro de África à costa, mas o serviço foi interrompido em 1983 devido à destruição causada pela Guerra Civil Angolana. A sua reconstrução começaria após o fim da guerra, no âmbito de um acordo entre Angola e a China, financiado por um empréstimo de 1,8 mil milhões de dólares concedidos por Pequim. A reabertura oficial do troço angolano ferroviário até à fronteira, em Luau, decorreu em 2015, numa cerimónia conjunta entre Angola, o Congo-Quinxassa e a Zâmbia. Finalmente, em 2018, foram retomadas as transportações de minério provenientes do Congo-Quinxassa.
Mesmo assim, os comboios apenas eram capazes de circular a uma velocidade máxima de 45 km/h e, nalguns troços, 30 km/h, por isso o transporte pela Rodovia Beira–Lobito continuou a exercer um papel fundamental na exportação de minério. Assim, em setembro de 2023, os Estados Unidos e a União Europeia, manifestaram a vontade de apoiar a revitalização e reforço do Corredor do Lobito, nomeadamente através do lançamento de estudos de viabilidade para uma nova expansão da linha ferroviária entre a Zâmbia e Angola.
Perante estes desenvolvimentos, a China anunciou em 2025 um investimento de 1,4 mil milhões de dólares no Caminho de Ferro Tanzânia–Zâmbia, que poderá competir com o Corredo do Lobito como rota alternativa para exportação mineral.
Para além das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, o Plano do Corredor do Lobito estruturou o Porto do Lobito e aeroportos entre Coluezi e Catumbela.Investimentos públicos de milhões, para nada. AngoNotícias. 3 de março de 2018.
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