Os tavaspares () foram uma tribo indo-iraniana, registrada em fontes da Antiguidade.

Localização e identidade

Os tavaspares são virtualmente desconhecidos, salvo as menções em fontes armênias. Os armênios associaram-nos com os mascutes, que foram presumidos como hunos nas fontes primárias, apesar da forte controvérsia a respeito dessa identificação. Otto J. Maenchen-Helfen discorda dessa relação e assume que, por conseguinte, os tavaspares e as demais tribos associadas a eles não apresentam nomes presumivelmente hunos, o que permite descartas essa hipótese. De fato, os tavaspares foram mencionados na Geografia de Ananias de Siracena vivendo ao norte do Cáucaso e Suren Eremyan sugeriu que habitavam alguma região nas cercanias do mar Cáspio, ao norte dos hechemataques. Seu nome pode ter relação com o persa Tabarsarão / Tavasparão (Tabarsarān / Tawasparan), "terra (-ān) dos cabeças (sar) de machadinha (tabar)", que foi utilizado por outras fontes para se referir a uma região caucasiana, bem como a sua principal fortaleza. Por esse motivo, podem ser os ancestrais dos atuais tabassaranos, uma das tribos do Daguestão que pertencem ao grupo dos lezguianos. Os atuais tabassaranos vivem a oeste de Derbente, às margens do rio Cura.

História

Em 335, os tavaspares fizeram parte da confederação de povos liderados pelo rei Sanatruces dos mascutes contra o rei do Reino da Armênia. Diz Fausto, o Bizantino, que o exército era inumerável e os próprios invasores eram incapazes de calcular seus números. Para causar pânico entre os armênios, a cada encruzilhada os soldados lançavam pedras em pontos específicos para formar grandes montanhas que pressagiavam sua vinda e a dimensão de sua força. Por onde passaram, deixaram devastação e destruição, que se estendeu até Satala e Ganzaca, na fronteira com Atropatena. Dali, reuniram-se em Airarate, onde havia um grande acampamento.

Um ano depois, o asparapetes (comandante-em-chefe) retornou do Império Romano, reuniu os nacarares mais valentes no monte Selu Gluque (Cabeça de Touro), onde matou muitos dos invasores. Dali, carregando butim, partiu à planície de Airarate. Ao chegar, avistou Sanatruces sitiando a cidade de Valarsapate. Liderando suas tropas, atacou de surpresa o contingente invasor, que foi obrigado a recuar à fortaleza de Oxacã, onde outra batalha foi travada. Vache estava acompanhado de , , , Vaanes I e Varazes e o exército armênio massacrou o contingente invasor. Os poucos sobreviventes foram perseguidos até o país dos balaschis (Balasagena) e a cabeça de Sanatruces foi levada perante Cosroes III.

Bibliografia

Categoria:Tabassaranos