miniaturadaimagem|300x300px|Jardim contemplativo na abadia do Monte Saint-Michel, como recriado em 1966. É possível ver rosas damascenas e buxeiros. Os jardins monásticos eram utilizados por muitas pessoas para os mais variados propósitos, com os jardins medievais sendo uma importante fonte de comida, além de cemitérios, fornecimento de plantas para uso medicinal e cultural, pomares e lazer. Vários mosteiros tinham como propriedade consideráveis áreas de terra fértil e arborizada, lavradas por camponeses de forma similar às terras seculares dos senhores feudais. Os monges nessas terras quase certamente desenvolviam especialidades mais comerciais, como plantas medicinais e legumes. Os jardins no interior do claustro possuiam uma certa importância para a vida dos monges, primariamente por plantas de usos diversos, notavelmente o pêssego, utilizado para o fechamento de ferimentos.
Contrariando a comum ideia moderna de que os claustros monásticos eram ricamente arborizados, não há evidência real desse costume, embora muitos possuíssem poços artesanais. Essa ausência se deve à função da estrutura (espaços para leitura e contemplação): plantas e flores seriam consideradas distrações.
Evidência histórica miniaturadaimagem|436x436px|Planta de São Galo A maioria dos dados sobre os jardins monásticos pode ser encontrada na Idade Média, primariamente por meio da Arqueologia, escritos e produções artísticas como pinturas, tapeçaria e iluminuras. Os documentos da Alta Idade Média fornecem um retrato surpreendentemente claro da jardinagem nos tempos de Carlos Magno por meio de três importantes documentos: o Capitulare de villis, o poema Hortulus de Valafrido Estrabão e a conhecida Planta de São Galo, talvez nunca executada de fato: a Planta mostra três áreas de jardinagem e o que deveria ser cultivado.
Outras evidências podem ser encontradas nas ruínas de antigas enfermarias monásticas, que contam com algumas flores (como Peónias) crescendo em grandes áreas.
Referências
Categoria:Jardins Categoria:Monasticismo cristão