A Greve Geral de 2025 teve lugar a 11 de dezembro de 2025 em todo o território de Portugal. Convocada em oposição ao pacote laboral proposto pelo XXV Governo Constitucional de Portugal, foi a primeira greve geral a congregar as duas centrais sindicais, CGTP e UGT, desde o período da troika, em 2013.

Pacote Laboral

Em junho de 2025, o Governo anunciou um Anteprojeto de Lei da reforma da legislação laboral a que apelidou de "Trabalho XXI" e ficou cohecido como "pacote laboral". Este pacote, com mais de 100 medidas, abrange muitas das áreas do Código de Trabalho, e surpreendeu muitos por serem medidas que não constavam do programa eleitoral com que a Aliança Democrática se apresentou às eleições legislativas de 2025.

Convocatória thumb Descontentes com as propostas contidas no Pacote Laboral, e a posição tida até então pelo Governo nas negociações em Concertação Social, vários sindicatos organizaram uma jornada nacional de luta a 20 de setembro, e mais tarde um protesto contra as alterações ao pacote laboral, que decorreu em Lisboa a 8 de novembro. Nessa manifestação, foi anunciada uma Greve Geral marcada para 11 de dezembro, convocada pela CGTP e pela UGT.

O Governo considerou esta uma "greve injusta", enquanto a UGT considera a hipótese de alargar a greve para dois dias, caso o Governo não tenha uma postura diferente nas negociações.

A Greve Geral e o Pacote Laboral torna-se um tema frequente na antecampanha para as eleições presidenciais de 2026.

Reações Manifestantes em frente ao Parlamento.|centro|semmoldura|500x500px No dia da Greve Geral, a CGTP considera-a uma das maiores greves de sempre, enquanto o Governo considera que há uma "adesão inexpressiva" A UGT considera a possibilidade de nova Greve Geral se as negociações não resultarem, pedindo ao Governo "uma manifestação de vontade negocial sincera".

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